1 a 0 de “goleada”

Parece estranho colocar um título dessa forma, mas o Grêmio de Renato Portaluupi tem sido assim. As vitórias são suadas, porém sem passar sufoco. Diante do Atlético-PR, na Arena, o Tricolor dominou amplamente o jogo.

Foram 25 finalizações contra apenas quatro do adversário. Não seria exagero dizer que poderia ter sido 4 ou 5 a 0. A equipe criou diversas situações, mas bateu o Furacão (??) por 1 a 0, mesmo placar sobre o Vitória, em Salvador.

Com menos de um mês de trabalho, Renato modificou a postura do time, que deixou de aceitar o resultado e mostra mais objetividade, entrega e consistência tática em campo.

Se o sistema defensivo, com Pedro Geromel e Kannemann, zagueiro argentino que faz o arroz e não brinca em serviço, apresentou melhoras, ainda há um problema a ser corrigido: o da finalização.

O Grêmio arrisca, porém a conclusão ainda nos deixa com nervos à flor da pele. Em duelos contra rivais qualificados, como será contra o Santos na Vila, no domingo, e o Palmeiras na quarta-feira que vem, pela Copa do Brasil, o Tricolor não pode vacilar.

Tendo a chance, mata. Só que falta o homem de referência na área, o típico camisa 9. Luan tenta executar a função, no entanto, não é sua característica. Ao mesmo tempo, esperar algo de Henrique Almeida é como acreditar que todo o ano exista o dia 30 de fevereiro. Existe a carência do centroavante. Bobô não um grande jogador, mas pelo menos balançava a rede.

Os triunfos nos reconduziram na briga pela Copa Libertadores da América. Saímos do 11º lugar para o sétimo, com 46 pontos, a mesma do Fluminense, último integrante do G-6 – ficamos atrás em razão do saldo de gols.

Restam oito rodadas para o fim da competição nacional e a luta continua ferrenha. Depois do Peixe, tem o Gre-Nal na Arena.

Por falar nisso, o lado do vermelho do Rio Grande do Sul anda roendo as unhas a cada rodada. A fuga do rebaixamento tem provocado insônia na Beira do Rio. Toda semana, ao olhar a tabela de classificação, eles estão lá embaixo.

Quando chegar o clássico, os objetivos serão totalmente diferentes. E o que mais queremos é deixar o cenário crítico como está. Por se tratar de rivalidade, não há favoritismo. Mas, se levarmos em conta o desempenho em campo, o abismo é grande.

Saudações tricolores!!

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