Um ano e cinco dias depois…

 

21 de Agosto de 2017, Brasileirão – vigésima primeira rodada:
Avaí (1) x (1) São Paulo.

O São Paulo conquistava naquela ocasião, 1 ponto para um total de 23, num desempenho vergonhoso de 6 vitórias, 5 empates e 10 DERROTAS!

Faltavam ainda os famosos 45 pontos necessários para livrar o time do rebaixamento. Uma conta que o torcedor São Paulino já havia feito em 2013, ensaiado em 2016, e se viu obrigado a refaze-la em 2017.

Domingo, 26 de Agosto de 2018, exatamente um ano e cinco dias depois do jogo citado, e a situação do Tricolor é totalmente oposta à do terror sofrido no ano anterior. E de lá pra cá muita coisa mudou. Até mesmo as contas à serem feitas dentro da competição.

Em 2017, na mesma vigésima primeira rodada o time ocupava a 17°colocação. Em 2018, segue na liderança consolidada há cinco rodadas e com números muito diferentes do ano passado.

Hoje, o São Paulo já atingiu os 45 pontos tão desejados em 2017. Hoje, o São Paulo é o time que mais venceu no campeonato tendo o segundo melhor ataque da competição e a quarta melhor defesa entre os vinte times do Brasileirão. É também o time que menos perdeu, com apenas duas derrotas em sua campanha.

Naquele jogo contra o Avaí, o time era tido pela torcida como “Hermanes + 10” e hoje temos o protagonismo dividido entre Everton, Nenê, D. Souza, Reinaldo, Arboleda, Jucilei, Rojas… A sinergia deste elenco é tão boa que até mesmo jogadores pouco badalados acabam tendo seu momento de destaque e prestígio. Foi assim com Bruno Peres, autor do gol na vitoria sobre o Ceará, e também com Trellez, Hudson, Shaylon e Liziero em outros jogos.

E no comando do time? Se antes o treinador era o apático e burocrático Dorival, hoje o professor é o vibrante e moderno Aguirre. Já Leco continua como presidente, porém, se antes o dirigente parecia implorar por atenção e muitas vezes preenchia seu papel de mandatário com ego e vaidade, hoje ele é quase que uma peça nula entre as notícias relacionadas ao clube. A ausência do presidente nos holofotes se deu pelas (excelentes) escolhas feitas de quem lhe cerca e se dedica somente ao futebol. Assim, no lugar de empresário Vinícius Pinotti, hoje temos os ídolos Raí e Lugano à frente de tudo que compete aos bastidores do time junto com o também experiente e vitorioso Ricardo Rocha.

É de fato um novo São Paulo. Até o fardamento mudou (e pra melhor), o número de sócios aumentou, e as dívidas antes tão repercutidas parecem estar sob controle. Mas, mesmo com tanta mudança e evolução em tão pouco tempo e com números tão significativos dentro e fora de campo, há ainda quem não queira reconhecer esse atual momento vivido pelo clube.

Infelizmente, boa parte da mídia ainda insiste em praticar a parcialidade e focar apenas em dados e estatísticas que representem alguma ameaça ou desconfiança sobre o trabalho de Aguirre. Mas, quanto a isso já estamos acostumados, não é mesmo?

O que realmente merece destaque como algo que não mudou neste intervalo de um ano – e nem mudará – é o apoio incondicional da torcida tricolor. Se em 2017 a torcida lotou o Morumbi e estádios afora seguindo o time e apoiando na luta contra a palmeirização, hoje a dedicação permanece igual repleta de emoção e devoção.

Para uma torcida que tanto sofreu nestes últimos anos, esse atual momento é sem dúvidas um suspiro de alívio e uma recuperação de orgulho onde, talvez, os tempos de glória possam estar sinalizando um retorno. Ainda falta muito para podermos soltar aquele grito engasgado por anos, mas qual torcedor em Agosto de 2017 acreditaria que depois de um ano e cinco dias estaríamos disputando o título do principal campeonato do país?

Pois é… Então o que são mais 3 meses de espera e esperança diante de tudo que já enfrentamos?

Nada!

E seguiremos assim… Apoiando, sofrendo ou comemorando. Daqui um, cinco, dez, trinta anos e quantos mais a vida e o São Paulo Futebol Clube nos permitir.

VAMO SÃO PAULO!!!

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