A 10 é dele. A 1, mande enquadrar

Noite de Maestro.

Impossível esquecer quão longos foram os anos desde que o maior camisa 10 Tricolor de todos os tempos pendurou as chuteiras. Era julho do ano 2000. Raí, o Terror do Morumbi, deixava os gramados e colocava à mesa a camisa de número dez que tanto suou e honrou.

Então, aquela camisa dez estava lá, disponível para seus sucessores. Inegável a gigantesca responsabilidade de levantar o dedo ao questionarem quem queria vesti-la. E olha que teve bastante candidato, seja por coragem, seja por desconhecer o que ela representava.

Júlio Batista, Adriano (aquele de 2000), Ricardinho, Souza, Marquinhos, Danilo, Rodrigo Fabri, Lenílson, Adriano (o Imperador), Rivaldo e Jádson foram alguns dos que levantaram o dedo – ou já chegaram com panca de “a 10 é minha”.

Desses, a maioria foi apenas coadjuvante em sua passagem. Talvez Danilo e Souza foram os que mais se destacaram por suas marcantes conquistas. Porém, léguas ainda de distância do sentimento de “temos um 10 que é foda!” como era na década de 90.

Então, foi no final de 2012 que criamos a maior expectativa deste século para a nossa camisa 10. Paulo Henrique Ganso chegou para ser o meia clássico que tanto desejávamos.

E ele é.
Às vezes. Outras tantas, não.

Por que o senhor, Paulo Henrique, não é constante e regular? Por que suas atuações brilhantes, como esta no Chile, não se repetem por três jogos consecutivos? Por que você quer ser apenas um belo jogador, com lampejos de craque, se pode ser genial e fazer história?

Quando achamos que ele vai engrenar, fazer história no São Paulo, ganhar títulos, virar o camisa 10 também da seleção brasileira, ele se apaga novamente. E esse ciclo ocorre constantemente nesses dois anos de São Paulo.

Você, Ganso, é o camisa 10 que sempre sonhamos na última década. Mas continuamos sonhando. Realidade e sonho confundem nossa cabeça diariamente.

Vire a realidade que sonhamos. Diga que a 10 é sua, como fez Raí Souza Vieira de Oliveira.

Assim, depois de quase 15 anos, teremos encontrado aquele 10. Problema resolvido.
Ah, não!!! Pera!!!

Aí então precisaremos encontrar um novo camisa 1.
É. Eu aposto que vai ser ainda muito mais difícil encontrar alguém apto a levantar o dedo. Melhor aposentá-la…

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