14/07/05 – A vida faz sentido por dias como este

14 de julho de 2005.

Assim como para mim, a Libertadores de 2005 foi o primeiro TÍTULO da vida de muitos.

É verdade que já havia celebrado quando criança o Brasileiro de 91, as Libertadores e Mundiais de 92/93. Quando garoto, ainda vi os Paulistas de 98/2000/2002. Mas meu primeiro TÍTULO de verdade, quando comecei a viver o futebol, conquistei naquela quinta-feira gelada. Pela primeira vez na minha vida eu enchia a cara gritando É CAMPEÃO! Ou melhor, TRI-CAMPEÃO!!!  Da América!!!

Pela extrema dificuldade na compra dos ingressos, cada um acabou garantindo o seu valioso lugar em uma parte diferente do estádio. Sozinho na arquibancada azul – ou melhor, sem meus habituais companheiros de Morumbi mas com uma arquibancada cheia de melhores amigos daquela noite – esbanjava total confiança no título. Nem mesmo o pênalti anotado para o Furacão no final do primeiro tempo foi capaz de abalar a certeza da vitória.

Ao meu lado, 100% dos presentes seguiam com a mesma certeza. Era um daqueles dias que nada daria errado. O São Paulo não sairia de campo sem o título. A torcida também não iria para casa sem o título.

A época de vacas magras e time amarelão seriam exorcizados naquela noite.

No campo, um massacre com os pobres paranaenses, que caíram de gaiato na final e devem sentir-se honrados por participarem deste capítulo memorável da história do futebol. Na arquibancada, uma explosão de sentimentos, choro e festa.

E lá se vão dez anos. O tempo voa de verdade. E que saudades daquele exército Tricolor em campo…

Para comemorar os dez anos, agradeço individualmente a cada um dos dez lendários titulares daquela equipe:

1- Cicinho: Se Lugano era o Dios da raça uruguaia, Cicinho era o símbolo da raça brasileira. E que gol no Chiqueiro!
2- Fabão: Aquele tipo zagueiro zagueiro que joga pro mato porque o jogo é e campeonato.
3- Alex Bruno: Esforçadíssimo, fundamental para compôr a parede defensiva.
4- Lugano: O que falar desse cara? Sempre foi cada um dos 16 milhões em campo.
5- Júnior: Nossa grande arma secreta de armação. Lateral, ala e meia ao mesmo tempo.
6- Josué: O motor do time. Baixinho na estatura, gigante no gramado.
7- Mineiro: Monstro. Sem mídia, sem marketing, só com futebol. E se tornaria um herói 5 meses depois.
8- Danilo: Irritantemente lento. Irritantemente essencial para o título. Um dos jogadores de mais estrela do Brasil.
9- Amoroso: Chegou na semifinal e parecia que vestia a camisa há anos. Uma pena ter ido para o rival 6 meses depois.
10- Luizão: Matador que também se matava em campo. Jogou no Chiqueiro 3 dias depois de levar 19 pontos no rosto.

Esses eram nossos dez titulares daquela época. Dez nome que ficaram para a história. Dez lendas que deixaram seus rostos em quadros pelo Morumbi. Sim, dez.
Havia um dentre eles que ainda não se tornou lenda. Não era titular naquela época… Era titular naquela época, era titular quase 10 anos antes, e ainda é titular agora 10 anos depois.

Me reservo o direito de apenas dizer um simples obrigado, neste momento, também ao M1to. Nada mais, por ora. Nosso eterno capitão, além de um dos heróis também daquela conquista, dava o primeiro grande passo para se tornar o maior de nossa história. Mas isso é um capítulo à parte…

Imagem: r7.com.br

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