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Primeiro tempo bom, porém agonizante. A arquibancada clamava pela vontade e necessidade de ecoar um grito de gol… eis que o mais inesperado, julgado, maltratado, o nó na garganta da torcida, Wesley, aquele que nos fez repetir para nós mesmos “NUNCA JULGUEI”, depois de um belo gol, se tornava ali o herói da partida aos 42 minutos do primeiro tempo.

Aliás partida feita de heróis, que assim como Wesley tivemos Buffarini que guardou a lateral como ninguém, Dênis dono de mais uma grande defesa, e que vem ganhando confiança e o apoio da torcida que tanto o julgava.

Porém no segundo tempo, com o Cruzeiro pressionando mais, e o São Paulo com aquela característica péssima de sempre se tornar um time cansado, parado e apático logo depois de todo primeiro gol, como se a partida se encerrasse ali, como se tudo já estivesse ganho, manteve o jogo 1 x 0, e com uma chance a menos de gol, com a cobrança de pênalti do Chavez que o goleiro defendeu.

Foram mais três pontos importantes para o São Paulo, que se vê a cada jogo livre da zona de rebaixamento. O fato de sabermos e aceitarmos que tine grande não cai, não tira o peso de que a torcida que vai ao estádio e apoia o time fazendo grande parte da diferença de alguns jogadores desacreditados, desmotivados e sem fé no clube.

Não almejemos um G4 de prontidão, vamos jogar juntos uma partida de cada vez. Sim, podemos chegar ao G4 se focarmos nisso, se apoiarmos e torcermos por mais golaços de Wesley, pelo firmamento do “Paredão” de Dênis, passes de Buffarini, defesas do olímpico R.Caio e do God of Zaga Maicon, a espera da volta do Michel Bastos, a estréia de David Neres ao futebol profissional e de todos os outros jogadores, que cresçam e ressurjam junto com o time nessa tabela.

Vale lembrar, também, de como o time está diferente após a chegada do Marco Aurélio Cunha, que acredita em seus jogadores, assim como acreditou no Wesley, como deu seu voto de confiança no Michel, e que por sorte e/ou por um trabalho muito bem feito, chegou trazendo vitórias ao Clube da Fé.

Uma boa sorte ao time, que voltará a jogar em casa apenas em outubro. Busquemos esses pontos fora de casa, mas seguro de que temos que jogar uma partida de cada vez, para conseguirmos o esperado G4.

Foto: Rubens Cavallari/FolhaPress

 

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