A camisa que curvou Sua Majestade

Além do emblemático gol do meio-campo, há outra façanha que Pelé não consumou em sua carreira: Fazer a camisa do Palmeiras tremer!!!

A história conta que se naquela época havia um time capaz de parar a máquina Santista, esse era a Academia do Palmeiras. Mais precisamente, a primeira das Academias, durante os anos 60. Esquadrão de Valdir, Waldemar, de Vavá, Ademir, dos Djalmas, de Tupãzinho, Servilio e Acadêmicos ilimitados.

Pelé e seu Santos tinham números esmagadores nos confrontos que iam do Corinthians de Rivellino, ao Milan de Trapattoni, do Botafogo de Garrincha, ao Benfica de Eusébio. Todos esses times curvaram-se diante do Rei e de seus súditos de Vila Belmiro.

Todos, menos um! O único capaz de quebrar a hegemonia Santista no Campeonato Paulista, no Robertão e na Taça Brasil.

Sim, a Sociedade Esportiva Palmeiras, que já vencera uma guerra, também era o algoz do exército da Baixada naqueles tempos.

Nas palavras do próprio Pelé, o Palmeiras foi seu adversário mais duro. Foi assim no Super Campeonato de 1959, e depois em 63 e 66. Da mesma forma nas Taças Brasil e Robertões de 60, 67 e 69.

Hoje, não somos Academia. Nem de longe. Mas é certo também que do lado de lá não há nenhuma Majestade que nos obrigue a sermos os bobos da corte. Muito menos pode o palhaço pastor fazê-lo.

O ídolo senil dos santistas senis e “Salvador da Camisa 9 Canarinha” (a que ponto chegamos…), esquece os bons modos que prega no palanque de seu ministério e usa de soberba para desdenhar de seus irmãos de profissão.

Não sabe que a vaidade é um dos 7 pecados?

Que o desrespeito ao próximo é vedado pela boa doutrina cristã?

É claro que sabe. Ricardo não é má pessoa, além de um ótimo jogador, de fato.

Mas, se no campo não pode ser cobrado como líder religioso, que seja então como futebolista profissional: Respeite a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras!

Respeite os 18 milhões de Palmeirenses; número este que a diminuta torcida peixeira jamais alcançará, nem mesmo se somados todos os seus torcedores, desde 1912 até hoje, vivos e mortos!!!

Pastor Ricardo, você tem o privilégio de disputar um dos maiores clássicos do futebol mundial. Uma lenda escrita pelos maiores jogadores que já passaram por esta terra, como alguns destes citados acima.

Não seja babaca e não queira se sobrepôr ao espetáculo.

Tenha como premissa respeitar este confronto e a camisa do Palmeiras.

Se o maior de todos os tempos a respeitou – e por vezes até sucumbiu a ela -, por que com você haverá de ser diferente?

Avanti

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