À guerra, com os pés no chão

Salve Nação Azul!

Senhoras e Senhores,
Está aberta a temporada de guerra!

Vivemos batalhas épicas contra o Grêmio nos mata-matas da vida.

Como não me lembrar que quase infartei naquelas semifinais das Libertas de 2009?
Ou das batalhas gigantescas do mesmo torneio em 97?
Também, da amarga derrota na Copa do Brasil do ano passado.

Mas agora quero recordar 93.
E traçar um paralelo com os dias de hoje.

O Cruzeiro, como atualmente, tinha um bom elenco mas repleto de altos e baixos.
Tanto que foi apenas terceiro colocado no campeonato mineiro e terminou o Brasileirão daquele ano no meio da tabela, como décimo-segundo colocado.

Alguma coincidência?

Já o Grêmio, campeão gaúcho daquele ano, ensaiava-se a ser o time que ganhou o Brasil e as Américas dois, três anos depois.
Tinha em Dener uma estrela ascendente, formando boa dupla de armadores com Carlos Miguel.
E hoje, o tricolor dos Pampas tem sido aclamado como o melhor futebol do País.
Com Luan jogando muito.

Só que aquele Cruzeiro era de guerra.
De espírito copeiro.

Empatou o jogo de ida no Sul por 0x0 e venceu em Minas, 2×1, para trazer para casa a sua primeira Copa do Brasil.

Tinha bons valores como Paulo Roberto, Nonato, Ademir e Roberto Gaúcho.
Um veterano Eder Aleixo querendo provar algo que não conseguiu em seu ex-time.
E promessas como Cleisson e Célio Lúcio.
Operários.
Nenhum craque absoluto.

Hoje quem responde pelo time são Fábio, Henrique, Robinho e Thiago Neves.
Quem precisa se consagrar é o Rafael Sóbis.
E conquistar de vez seu espaço, os jovens Romero, Diogo, Murilo e Alisson.
Igualmente operários.

Então, por que aquele Cruzeiro que não era favorito virou campeão?
Porque tinhas os pés no chão.

Porque sabia dos seus limites e se portou como Davi ante o gigante Golias.
Entendeu como se portar defensivamente.
Mas também soube a hora de atacar e foi cirúrgico.

Em 93, o Cruzeiro deixou para trás não só o Grêmio, mas alguns times como o São Paulo (então campeão mundial) e o Vasco.
Pois esse ano também eliminamos os mesmos tricolores, e vencemos o combate contra o poderosão Palmeiras!
Em ambas, conseguimos a classificação pelos grandes jogos feitos fora de casa.
E jogando com o regulamento no Mineirão (apesar dos desnecessários sufocos).

Pois é chegada a hora, meus amigos!
O primeiro jogo é pra já!

Esqueçamos as lamúrias da hora, as reclamações daqui e de acolá.

Amanhã, que seja um misto do primeiro tempo contra o Palmeiras e do segundo contra o São Paulo, ambos fora de casa.
Por um jogo perfeito, coeso, que nos traga um resultado brilhante para a decisão da semana que vem.
TERÁS O NOSSO APOIO MAIS UMA VEZ, CRUZEIRO!

Que Mano Menezes seja nosso João Pinheiro da vez.
Que vejamos encarnados os PCBorges, Nonatos, Ademires, Cleissons e Robertos.
Que avancemos mais essa casa para buscarmos o tão sonhado penta!

Abraços a todos.
Saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: arquivo do jornal Estado de Minas)

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