A mítica camisa 10 há de ressurgir!

Já foi mercenário, chinelinho, pipoqueiro… Hoje, ele não deixou de ser tudo aquilo, mas é também um traidor.

Quem acompanha os jogos do Chile nesta Copa América certamente tem o sentimento de ter sido literalmente traído.

Em que pese a desconfiança de alguns de que este texto esteja viciado pela ideia que faço deste jogador, garanto que não.

Por mais que tenha gente que o idolatre (coisa que eu, sinceramente, não posso entender), ninguém pode negar que a entrega, a determinação, a vontade e a doação dele em campo com a camisa roja é algo que destoa e que  jamais foi vista por aqui, pelo menos não nos últimos 5 anos.

Joga todos os jogos, 90 minutos. Concentra, treina, não se machuca, corre, lidera… Faz gol. Dá passe.

Sim, fomos traídos! Enganados pelo bico doce de alguém que prometeu a renovação do contrato, caso a diretoria mostrasse uma conduta digna do clube, de pensar grande, de não passar o apuro anterior, de brigar por algo maior, à sua altura.

Pois os diretores o fizeram.

A contratação relâmpago de 20 e tantos jogadores mostra isso. Não pela quantidade ou qualidade de alguns, mas sim pela mudança de espírito. De um ano letárgico, depressivo e aterrorizante, vivemos algo bem mais ambicioso hoje em dia, ainda que de forma bastante instável e incerta ao final de tudo.

É triste ver nossos torcedores no Chile bradarem faixas pela sua permanência, vestindo a camisa 10 com seu nome às costas com o entusiasmo, o amor e a energia que ele mesmo nunca teve em vestí-la.

Pior ainda são os torcedores daqui, que vão ao delírio com passes de lado e dribles inócuos e envenenam a atmosfera do elenco acusando a diretoria de ser a culpada por não conseguir substituí-lo à altura quando este, pra variar, fica fora de algum jogo importante.

A Ademir da Guia, Alex, Djalminha e Jair Rosa Pinto: Perdão!!! Eles não sabem o que dizem!

Jamais na sua história clube e torcida se humilharam tanto por um jogador que lhes deu tão pouco. Nunca vi uma torcida eleger um ídolo tão torto como esse, em troca de migalhas, como chutes no vácuo e comemorações exóticas, reflexo do circo que é a vida deste sujeito. Um palhaço.

Em retorno, recebemos apenas desculpas, ilusões e promessas que se sabem insolúveis, além do sarro dos adversários, que talvez sejam os únicos verdadeiramente legitimados a lamentar a saída deste jogador.

Minha esperança é que a despedida seja compatível com a passagem dele por aqui: enganosa, fraudulenta e estelionatária.

Que seja então pelas portas dos fundos, seguida do banimento irrevogável de seu nome dos anais da história!

O duro é que o futebol ainda é o maior investidor dos descompromissados, dos irresponsáveis, dos maus exemplos para jovens e crianças.

Sempre haverá a segunda, a terceira, a quarta e todas as chances aos Jobsons, Bernardos, Adrianos e Valdívias…

Para ser traído por esse tipo, basta apresentar-lhes a outra face do papel-moeda!!! E isso é o que não falta por aí…

Adeus.

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