A peleja do Zé Raposo e as frangas choradeiras

Salve Nação Azul!
Estou tentando ser roteirista de uma peça de teatro.
O título, como está fica! O primeiro ato, leremos a seguir. O ato seguinte, só no próximo final de semana. Vamos a ele.

O domingão começou
Com outra rede e bola a voar
A final dos gigantes do vôlei
Deixou muita gente sem ar.

Perdemos num primeiro instante
Mas foi só pra dar emoção
No fim o tombo deles foi grande
Saímos gritando: Tri-Campeããããooo!!!

O esquenta foi na Pampulha
Depois o foco foi pro pro Horto
Aonde as galinhas gritavam:
Daqui ‘cê só sai se for morto!

No campo do saudoso Mequinha
Verdadeira batalha campal
Teve chute, tapa, pescoção
Parecia briga de animal

O senhor soprador de latinha
Gosta de azul, cor do céu
Pipocou então sem medida
E não tirou da batalha nosso Léo

O Professor Zé Raposo
Astuto, velhaco, matreiro
Sacou logo este combatente
Ficou de bom tamanho pro Cruzeiro

Mas numa esticada rápida
Seu Fabiano, apanhador de moranga
Chegou bem depois do franguinho
Saía ali o grito das frangas…

Irritado com os cacarejos
Zé Raposo esbravejou
E o exército combatente de azul
Com outra postura pra batalha voltou.

Uma galinha desavisada
Quis conhecer o menino
Devaneio, loucura das grandes
– Quem é o uruguaio franzino?

– Prazer, qual é seu nome?
– Giorgian de Arrascaeta
Agora você fecha as pernas
Senão vai tomar caneta!

Caneta, lápis, borracha
Fez tudo e não teve dó
O lance do rapaz franzino
Parou no fundo do filó!

Daí uma franga apelativa
De fala arrastada e ar de capitão
Cismou de resolver na bordoada
E acabou indo pro chuveirão.

Depois disso só deu time azul
Buscavam a chave do galinheiro
Mas as galinhas se trancaram
Ficou cada uma em seu poleiro.

Acabou assim a batalha
Primeira da semifinal
O segundo ato só sai
Com a vitória de algum animal.

Espero que seja a Raposa
Enfim, às galinhas derrubar
A elas restará o choro
Em seu ninho quente a botar!

Bom, está escrito o primeiro ato de mais um ex-clássico.
Claro, essa peça é infinita. Enquanto existirmos, a provocação, o antes, durante e depois vão existir. Só espero que, no próximo ato, esteja eu aqui a comemorar a classificação do nosso Cruzeiro à final!

Dá-lhe, Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Washinton Alves/LigthPress)

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