A velha sina dos times “chatos”

Não tem jeito. Quando tu acha que o Grêmio vai manter o embalo, as coisas acontecem exatamente ao contrário. Neste Brasileirão, temos perdido pontos para times que, possivelmente (sim, porque no futebol tudo é possível), não vão brigar por nada – no máximo uma vaga na Sul-Americana e olhe lá.

Foi assim no domingo passado contra o Sport Recife, na Ilha do Retiro, como último exemplo. O Tricolor saiu perdendo por 2 a 0, reagiu bem e chegou a empatar. Mas, no fim tomou mais dois gols e deixou Pernambucano com uma derrota de 4 a 2.

A última vez que havíamos sofrido quatro gols foi no revés de 4 a 3 para o Palmeiras, no Pacaembu, em um dos melhores jogos do campeonato até o momento.

A questão não é só perder uma partida. Desde o início do ano, o Grêmio paga caro pelos seus próprios erros. E o principal deles é a bola aérea defensiva.

Dos 50 gols que a equipe levou em 2016, 24 vieram através de lances dessa natureza. Ou seja, quase 50% é uma estatística muito negativa e que não tem surtido efeito. Por mais que Roger Machado e os atletas digam que é preciso corrigir, não vejo isso em campo.

É um Deus nos acuda toda vez que o adversário cobra falta ou escanteio. E olha que, mesmo com as diferentes formações na zaga, o problema persiste. Não concordo quando Roger diz que pode ser falta de concentração.

A partir de agora, ele poderia estender o horário dos treinamentos somente para trabalhar esse fundamento, de preferência, à exaustão. Porque a torcida está cansada de ver esse filme, por sinal, repetido, sem graça, que remete ao ponto fraco do time.

Em 2014, tivemos a melhor defesa da competição nacional. No ano passado, a segunda. Agora, nos tornamos presas fáceis. Mesmo que não saia gol, toda bola levantada na área é motivo de preocupação, de tensão, de ficar roendo as unhas.

Chegou o momento de melhorar, se quisermos seguir entre os líderes. A campanha ainda é excelente. Mas, qualquer deslize, pode custar a saída do G-4. Pensar em título não é permitido porque a equipe não passa 100% de confiança.

Se o problema da bola aérea for sanado, talvez repense essa afirmação. Sobre à contratação de Walter Kannemann, prefiro esperar para que farde e tenha uma sequência.

Independente de tudo, nos mantemos na terceira posição – e lá se vão várias rodadas na zona de classificação para a Libertadores da América de 2017.

E os vermelhinhos do Rio Grande do Sul, hein? Não vencem há sete jogos, vem de cinco derrotas seguidas, não marcam há quatro partidas e, na estreia do Rei de Roma, viram o castelo se transformar em ruínas, de novo, em pleno Beira-Rio.

Saudações tricolores!!

Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

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