Adeus Pacaembu – Corinthians 2×0 Flamengo

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Ontem no Pacaembu foi dia de despedida. Despedida de uma torcida apaixonada por um estadio que por adversidades e por falta de competência de gestões anteriores, aprendeu a chamar de seu.

Para maioria das torcidas, esse jogo seria motivo de casa vazia e nada para ser celebrado, afinal, estariam guardando seus gritos e seu dinheiro contado para o jogo de inauguração da Nova Casa, uma Arena moderna e Tecnológica, mais confortável e de um estádio que enfim poderia chamar de Seu. Não para a Fiel.

Estádio lotado com mais de 39 mil torcedores, muitos deles gritando o nome do estádio no qual estava se despedindo. Muitos dos torcedores não estavam se despedindo somente das glórias e tristezas vividas neste estádio, mas se despedindo de uma história de vida dentro dele. Eu particularmente vivi momentos que ficarão gravados eternamente comigo.

Vivenciei a perda de um ente querido dentro do estádio, conheci pessoas  e fortaleci grandes amizades nas arquibancadas. Vi meu time passar grandes vexames dentro de campo (algumas vezes até fora dele, como no jogo contra o River em 2006), conquistar títulos que significaram muito mais do que apenas mais uma taça para o clube, uma Libertação para a torcida. Vi uma torcida se despedir de um dos maiores ídolos da história do clube, no jogo em que conquistamos um título após um empate sobre nosso maior rival.

Em quase 15 anos nesse estádio, vi o que muitos não verão em uma vida. E tudo isso, em uma casa alugada que nossos rivais aprenderam a respeitar como nossa casa quando jogávamos com apoio de nossa torcida. Em campo, um bom resultado, bom placar, mas nada tão grandioso quanto a homenagem merecida a casa que fielmente recebeu a Fiel.

Corinthians começou o jogo eletrizado e colocando seu adversário acuado na defesa. Aos 10 minutos, após o primeiro gol, o time começou a jogar com a cara do seu técnico e deu espaço para um fraco Flamengo gostar do jogo.

O árbitro Leandro Pedro Vuaden, aplicou 2 cartões amarelos, um para cada equipe, onde já demonstrava que puniria com mais rigor que o necessário as faltas no jogo. E minutos depois, um carrinho lateral do Inacabável Léo Moura, Vuaden com o mesmo rigor criticado por quem vos escreve, expulsou o lateral Rubro-Negro.

Mesmo com um jogador a mais, o Corinthians continuou errar passes infantis, na maioria deles pelo lado direito com Fagner e o jogador de televisão Guilherme, que juntos criaram diversas situações de desespero para torcida Corinthiana.

No final do jogo, mais um gol Corinthiano, 2×0 e um placar que não fez jus ao fraco futebol apresentado.

Nas arquibancadas uma festa para a história. Dentro de campo, um futebol para ser esquecido.

Obrigado, Pacaembu!

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