Aí tem um bando de ladrões

Tem coisas na vida que não têm jeito. São definitivas e nada é capaz de mudar. Assim é a relação entre o atleticano e a CBF (ou CBFla, CBFlu, CBFiel, como queiram). Entidade podre, conduzida por ladrões e que já nos tirou títulos e vitórias importantes no apito. Isso acontece desde que o mundo é mundo. Desde os tempos de Aragão, Wright, Simon e outros tantos bandidos vestidos para matar o amor do atleticano pelo futebol.

Para nossa sorte, muito maior do que essa gente é a nossa relação com o Galo. Parecemos mulher de vagabundo mesmo: quanto mais nos roubam, quanto mais tentam nos apequenar, mais gigantes ficamos. Maior é o nosso amor pelo alvinegro das Alterosas. Aqui, o sangue corre nas veias e escorre no suor em apenas duas cores: o preto e o branco. Não há nada nesse mundo capaz de silenciar o atleticano e disso a CBFalcatrua parece não saber. Pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião. Só os loucos – de verdade – sabem, meu irmão.

O Galo não é modinha. E aqui, dentro de casa, vamos fortes para mais um Brasileirão do apito. Pra roubar da gente, esses árbitros vão ter que se esforçar muito. Como foi ontem. No Brasil não precisa do árbitro de vídeo em jogos do Timinho de Itaquera. Terá sempre um quarto, quinto, décimo nono ladrão – seja da turma do apito ou até mesmo um repórter de televisão (inocente, coitado) a tentar consertar os acertos do juiz quando este se esquecer de meter a mão no adversário desse time nojento que está se transformando o Corinthians – fede mais do que o Tietê, de tanta roubalheira a seu favor.

Não, corintiano. Você não tem culpa disso. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco, né? Ontem mesmo, após o jogo, eu conversei com um desses que se dizem loucos – sequer conhecem o significado do termo loucura – e a resposta à lambança que tentaram fazer no Palácio do Horto foi a mais esperada possível: ‘é coincidência estarem acontecendo esses lances de ajuda externa apenas nos jogos do Timão’. Timinho, meu amigo! Timinho que recorreu ao apito para ganhar os Brasileirões de 2005 e 2015, entre outros tantos. Timinho que vive de convites e lambanças.

Tudo para o brasileiro é coincidência, não é mesmo? Deve ter sido coincidência o Fluminense campeão de 2012 também. O mesmo tricolor que vive de tapetões e champanhes para festejar lambanças – adivinhe de quem? – da CBFlu, ora pois. Coincidências que vivem manchando o futebol brasileiro, uai. Apenas coincidências, como aconteceu com o Flamengo na década de 80. Deste aí já nos livramos naquele 4 x 1. Coincidentemente, o mesmo placar na mesma competição contra os gambás, na noite em que colocamos o Mano, pobre mano, para dançar no nosso salão de festas. Foi ali que ele começou a conhecer essa aldeia!

Alguém já disse certa vez que o futebol é a coisa mais séria dentre as mais banais da vida – ou algo assim. E é verdade. Pois saiba a dona CBFiel e os seus seguidores que vocês conseguiram fazer o que a diretoria alvinegra não estava conseguindo nesse início de ano: despertaram o atleticano. E aí a coisa complica, meu amigo. Porque o Atlético vive disso – da paixão de seu torcedor, da loucura que é amar um time acima de qualquer coisa. Contra tudo e contra todos. Esse é o DNA da Massa e do Galo – desafiar o improvável, rir do impossível, gargalhar de classificadaços e festejar cada vitória suada como a de ontem. Para o bem do futebol, Larghi, Blanco, Luan, Bremer, Adilson e Otero foram superiores ao tal Dewson, que já tinha aprontado recentemente contra nosso Galo. Coincidência também!

Roger Guedes é a prova de que o atleticano está pronto para a batalha. Depois da turbulência vivida nos primeiros meses com a camisa do Galo, ele tem provado que um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém. Mas não cutuca demais não que nas veias dele também já corre o sangue preto e branco. E se precisar, ele faz dois, três, quatro gols para valer um. Chupa, CBF! Chupa, Corinthians! Aqui se a gente cismar de acreditar, o adversário caiu e tá morto! E disso os loucos sabem! Os ladrões aprenderão um dia!

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