Amigo colorado

Que mundo DOIDO esse do futebol, não acham? Já dizia o ditado: um dia da caça, outro do caçador.

Pois, durante meus 37 anos de idade  sempre ouvia dos amigos colorados algo do tipo “time grande não cai”, o “Inter é incaível”, “Não sabemos o que é jogar uma Segundona”.

Quem diria que, no findar de 2016, a situação se invertesse nos pampas. Fomos campeões da Copa do Brasil, depois de um jejum de 15 anos sem títulos expressivos, e eles merecidamente rebaixados à Série B do Campeonato Brasileiro.

A temporada terminou com uma enorme disparidade. Qualquer torcedor gremista ou colorado não imaginaria uma situação tão diferente, daquelas que ainda é difícil acreditar.

Mas, o lado vermelho tanto insistiu que conseguiu. Pela incompetência de seus dirigentes, pela qualidade ruim do elenco e pela dança das cadeiras dos técnicos – quatro no total.

Tivemos o desprazer de jogar a segunda divisão por duas vezes. Agora, a árdua tarefa é de vocês. Aí me perguntam: Como é disputar a Série B? A resposta é bem simples: tem de ser humilde, sem soberba ou arrogância, exatamente aquilo que faltou para os dirigentes durante o campeonato.

Trouxeram o chefão da SWAT (expressão usada salvar um time que vinha há tempos na beira da degola) e não deu certo. Em 10 anos, o Inter foi de Yokohama ao abismo da Segundona.

Mas, o que nós, tricolores temos a ver com isso? Tudo. Até então, vínhamos sendo alvos constantes de piadinhas, chacotas e zoações. Encheram o saco de tanta corneta. Só que a história mudou.

A nossa taça antecedeu um vexame vermelho e branco. Senão bastasse, ainda deram declarações em meio à tragédia da Chapecoense, que revoltaram o Brasil inteiro.

Digo e repito: o ano não poderia acabar de uma forma melhor. Dia 7 de dezembro, para nós, e 11 de dezembro, para eles, transformaram-se em símbolos de euforia e choro, capaz de alagar metade do RS.

É, meus amigos colorados, vai chegar a hora de vocês enfrentaram as diferentes batalhas, não a dos Aflitos, mas a de Lucas do Rio Verde, do Pará, Natal, Goiânia,  Florianópolis, Recife, Fortaleza, Pelotas, Caxias do Sul, Londrina, entre outros. De encarar campos pequenos, alguns com gramado precário e de muita pressão dos adversários.

Uma realidade nua e crua. Temos sim de comemorar as façanhas: a de ser campeão e a do lado vermelho cair para a segunda divisão. Isso faz parte do futebol e da rivalidade que, por ora, deixará de existir em âmbito nacional.

Saudações tricolores!!

PS: Essa coluna é dedicada ao meu amigo e colega de infância Márcio Marques, colorado fanático aqui do PBDP que sempre tirou onda com o rebaixamento do Grêmio. Pois agora, my brother, eu vou ali rir mais um pouco do Inter e já volto.

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