Aonde foram parar nossos ídolos?

Em entrevista, clique ESPN e assista, à ESPN, Muricy Ramalho apenas relata o que já estamos acompanhando à muito tempo no futebol. Meninos que mal chegaram ao profissional, que se acham gênios do esporte, que vivem em um mundinho diferente, a exposição vale mais que os títulos, onde não existe mais só a satisfação de jogar bola e sim a vontade de ganhar mais e mais dinheiro!!!

É triste acompanharmos o futebol nos dias de hoje!!!

Levo no peito, além do escudo do meu time, o meu eterno obrigado à jogadores como Basílio, que nunca vi jogar, mas que sei muito bem o que fez pelo meu time. Rivelino, que mesmo sem ganhar um título no meu Corinthians será sempre o Reizinho do Parque. Casão, Sócrates, Vladimir e a eterna Democracia Corinthiana. Super Zé, que dava, literalmente, sangue pelo Timão. Sem falar de Marcelinho Carioca, Neto, Vampeta, Edilson, Rincón, Ronaldo, não o gordo, mas o maior goleiro que passou pelo Parque São Jorge.

Além desses, existem aqueles que não eram super técnicos mas que dentro das quatro linhas davam a alma pelo time, como Zé Elias, Ezequiel, Henrique, Biro-Biro. E levantavam a massa nas arquibancadas quando davam um carrinho e quando entravam em campo representando!

Ídolos

E hoje? A realidade é triste…

Jogadores usam os clubes para poder buscar “algo maior”, ou “jogar por uma grande equipe”.
Claro que os clubes tem sua parcela de culpa, às vezes por não conseguir segurar suas promessas, mas se vem uma proposta de fora, esse moleques e seus empresários, não pensam duas vezes e se transferem para um clube na Europa, ou pra qualquer porcaria da China, Estados Unidos, ou uma tranqueira Árabe.

Você pode dizer: “Eles precisam fazer seu pé de meia, jogador tem a carreira curta”. Pode ser, mas como é que 300 mil Reais mensais não são o suficiente? Acabou o amor pelos clubes brasileiros?

Posso dizer que não existem mais ídolos! E isso é fato.

O último dos moicanos é o Rogério Ceni! Existe alguém mais?

Mas e os jogadores que conquistaram a Libertadores? Que deram o Bi Mundial?
Eles possuem a minha eterna gratidão.

Mas e esses que você citou, como Rincón, que foi jogar no Santos!!!
Mas você lembra do Rincón jogando por qual time?
É disso que eu falo…identificação!!!

E a mesma coisa acontece com a nossa seleção brasileira.
Tínhamos jogadores que estavam lá para representar e dar seu melhor pelo país do futebol. Que queriam vencer qualquer partida, seja contra o Haiti, seja ela com a Argentina!

Enquanto existirem essas mentalidades de que futebol É SÓ business, pode acreditar que teremos muitos Firminos, Douglas Costas e outros pernas de pau com a camisa da seleção mais vencedora do mundo.

Nos clubes é preciso se reorganizar, para que a necessidade de vender não seja a melhor opção para os cofres dos times.

E os jogadores não pensem só em ganhar dinheiro.
Pois como disse o Zé Elias no final da matéria…”não existe dinheiro no mundo que pague” ser ídolo de um time!

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