Aprende aí, Eike!

Salve Nação Azul!

Vou contar-lhes uma história que ocorreu ontem à noite, em BH, na Pampulha.
Trata-se de um exemplo de como tratar um freguês, cliente VIP, sem precisar de ajudinha de ninguém, sem exigir regalias nem correr riscos; nem nada de penaltizinho maroto…

Foi assim:

O Cruzeiro Car Wash estava sorteando carros para seus clientes mais assíduos.
De olho nisso, uma galera de Vespasiano montou sua caravana e foi atrás de sua sorte.

Chegaram lá algumas bestas mal dirigidas, carros sem volante, sem banco…
Carros pretos, carros brancos!
Uma confusão só.

Foram devidamente bem acolhidos pela galera da recepção:
Léo fazia mágica e demonstrava como se consegue colocar um Pratto no bolso.
Cabral, o gringo (nunca critiquei), desfilava elegância com uma bola de futebol nos pés.
Manoel, capitão Henrique e Ezequiel tratavam a todos com o garbo que a clientela exigia.

Os fregueses, atônitos, só assistiam àquele espetáculo.

Começou a lavagem.
Alisson ensaboava.
Liso, elétrico.
Mas na hora de passar cera e finalizar o serviço, se atrapalhava…

Sóbis se esforçava muito, mas sem conseguir acabar o trabalho.
Robinho, esse sim, deixava quase tudo bem polido!

Mas Hudson; esse não sorria.
Ele não gosta de brincar em serviço!
Corre, ajeita, arruma, destrói, constrói… um fôlego de dar inveja e inspirar!

Diogo, rapazinho recém-chegado e querendo logo ser promovido, tratou de entregar os brindes para alegrar a galera: o mascote deles, Ursinho Pimpão, levou sua caneta!

Quem deu o brilho final foi o uruguaio Giorgian.
Moleque novo mas de muito valor.
Foi a terceira vez que deixaram o rapaz finalizar o serviço da turminha de Vespasiano.
Virou carrasco!

Ele o fez com maestria.
Fez que foi mas não foi; assustou o cliente adversário, fintou o último que não queria deixar seu carro ser polido e partiu pro abraço!!!!!!

Ao final, carros pretos e brancos devidamente lavados, lustrados e encerados.
Brindes, números circenses, espetáculos, eis que chega a grande hora: o sorteio do carro.

E quem levou o gol foi Giovanni, o esquisito!
Quando ele botou a mão na chave e documento do carro, logo se mostrou espantado!

– Esse gol é uruguaio, doutor! Tem treta aí, não?

– Claro que não! gritou o chefe Mano. Esse gol aí tem registro, carimbo, rótulo e grife. Pode levar sem medo de ser feliz!

Assim voltaram eles, fregueses vip, felizes, sorridentes e saltitantes em regresso a Vespasiano.

Na saída, uma senhorita que acompanhava o grupo ainda quis saber:
– Senhores, onde fica a estrada para Vitória?
Chefe Mano respondeu:
– Sem ser maroto, respondo de imediato. Vire aquela curva, depois é só seguir reto!
– Reto??? Uiiii! A-DO-RO!

FIM

Notas do ex-clássico

– Foi um baile como há muito eu não via. O time deles chegou com perigo uma única vez, mesmo assim num lance de grande dúvida pois para mim a bola saiu antes de ser mandada de volta pra área naquela jogada de escanteio quase no fim do jogo

– Alisson e Rafael Sóbis, com um pouco mais de perna ou capricho, teriam feito fácil o placar virar três a zero. Não seria exagero!

– Gostei demais do Hudson; sério, tem tempo de bola excelente no desarme; e ainda tem o Lucas Silva pra entrar… bom problema para o Mano!

– Nossa defesa ontem jogou tanta bola que após o jogo o goleiro Rafael foi se alongar para não sentir uma lesão muscular; ele só tocou na bola pra bater tiro-de-meta.

– O Cruzeiro lançou ontem a categoria Rafael de Sócio-Torcedor: assiste aos jogos de dentro do campo!

– Goulart mandou um abraço!

– Ainda falta o Thiago Neves… segura o Cruzeirão 2017, galera!

(O título da resenha, óbvio, não se trata de tripudiar dos dissabores de ninguém.
É apenas uma oportunidade de fazer uma manchete que instigue o leitor a vir até aqui!
E uma forma de comparar legalidade e subversão, no jogo ou na vida real!)

Dá-lhe Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

Foto: Washington Alves / Ligth Press

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