Bailado de Cueva, legado de Libertadores

Um pós-eliminação jamais será fácil. E um misto de confiança contida e receio davam a tônica nos grupos de amigos torcedores do maior campeão do país.

O péssimo retrospecto atuando em Itaquera, as ausências de Ganso e Calleri e o recente insucesso na Libertadores nos pareciam obstáculos maiores que o próprio rival.

Para surpresa geral, e contrariando prognósticos, o Tricolor entrou em campo para jogar o clássico como São Paulo Futebol Clube. E quando jogamos como São Paulo, é difícil demais ganharem de nós.

Com personalidade, dominamos o jogo, especialmente no segundo tempo. Eu só não digo que os colocamos na roda pois o resultado não refletia a superioridade em campo.

Posso afirmar que, aparentemente, a Libertadores 2016 nos deixou um legado importante: seja lá onde for o jogo, nós chegaremos como gigantes e brigaremos como gigantes… porque aqui é São Paulo!

Personalidade, luta, confiança e grandeza. Assim se ganha um clássico. E só não vencemos por uma infelicidade no gol adversário.
É incrível como lances de ‘acasos’ acontecem a favor deles. Nem a psicanálise consegue decifrar este pacto do time sem cor.

De positivo, Cueva. O peruano fez tudo o que pedimos contra os rivais: foi arisco, bailou, provocou e decidiu.
De negativo, Bastos. Penso que os tempos de Michel no Tricolor já se foram. Parece que não conseguimos extrair nada mais deste fruto. Seria uma excelente moeda de troca para trazermos um meia e um 9 de peso, não?

A vida passa, os traumas passam, a Libertadores passa, jogadores passam.
Só quem continua é a instituição que amamos. E nós.

Dias de luta, dias de glórias.
Vamos, São Paulo!

 

Imagem: spfc.terra.com.br

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