Calma aí, Maria. É Parkinson ou Alzheimer?

Foi no mínimo curioso ver a reação de alguns simpatizantes do time da Enseada das Garças no fim do jogo de domingo. Empate no Mineirão entre Galo e Caldense. Ruim para nós. Bom para o time do interior. E ótimo para uma meia dúzia de bobos que correram para o telefone para mandar mensagens no WhatsApp.

Um amigo, que na véspera vestia orgulhosamente a camisa do Internacional, nosso próximo adversário na Libertadores, acabou se arrependendo, tenho certeza. Pois passou a noite inteira aguentando uma enxurrada de piadas e ouvindo áudios de uma Massa enlouquecida com seu time. Amor é diferente, mas eles não entendem isso. Coitados.

Eu penso que psicólogo não deve resolver o problema da turma ‘duladilá’ da lagoa. Tem dois anos que com o Galo é assim: primeiro a coisa complica, para depois virar festa. Será que não entenderam isso ainda? Médico também não resolve, mas fica a dica: Boston Medical Group nas Marias! Já!

O desespero está tão grande pros lados da Enseada que os simpatizantes comemoraram o empate na primeira fase do Mineiro, sob a alegação de estarem na liderança da competição, comemoraram o empate no Horto na semifinal, alardeando uma tal caneta cuja tinta durou menos de uma semana e agora comemoram o empate entre Galo e Caldense na final.

Oi? Desculpem, mas não dá para entender. Não chegaram na final do que chamam de rural, não venceram a Caldense, que continua invicta, não conseguem encher o estádio, não ganham do Galo há 11 jogos e quase dois anos. É sério que temos que dar ouvidos? Desculpe mais uma vez, mas não consigo. Senta lá no fim da fila, ok?

Nós, atleticanos, estamos focados no time. Estamos pensando na final de domingo, em Varginha. Estamos quebrando recordes de público no salão de festas da Pampulha. Estamos de olho no Internacional. Aquele da camisa que você veste agora, meu caro.

Sabemos que será sempre no suor, na raça e no fim. Esse Galo está se especializando em mata-mata. Primeiro, mata o torcedor do coração. Depois sim, mata o adversário. Liquida mesmo, a la Jason Voorhees. Com requintes de crueldade. E está bom demais assim. Que seja em Varginha então. Terra do ET e momentaneamente do recalque.

Preparemos o coração. Pra domingo e pra quarta. E vocês, Marias, preparem-se psicologicamente, porque o terror não parece ter fim. O personagem principal tem sede de títulos e é amparado por milhões de apaixonados insanos. E parece cada vez mais doido, o que pode ser fatal.

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