Chances perdidas

E lá se foi mais uma chance de assumir a ponta da tabela. Depois de três jogos contra times de um potencial técnico inferior, fizemos apenas 1 ponto e perdemos a liderança do campeonato. Contra um Figueirense que jogou a vida contra seu ex-técnico ficamos expostos ao extremo e levamos 3 gols, sendo que o terceiro já foi no momento “pelada” do jogo. Sem esquema, sem tática, sem técnica, estávamos baseados única e exclusivamente na vontade dos jogadores.

Na quinta no Couto Pereira, fomos mais organizados, deu pra ver a ideia de time do treinador. Isso também se tornou um problema, nos empurramos para trás e damos chance atrás de chance, até o Coritiba que tem um time horroroso conseguiu empatar a partida. Bem, no próximo jogo, contra o Botafogo, em casa não tem erro né? Pois bem… Tem erro sim! Aliás vários erros. Vou começar pela escalação, Ferrareis e Andrigo não mostraram nada que possa torna-los titular em jogo nenhum.

Mesmo assim, lá fomos nós. Começa o jogo e tomamos um gol. Pronto, pânico geral em campo! Desorganização, técnico a beira de campo que parece que vai ter um ataque cardíaco, grito, chutão e correria. Tática? Modelo de jogo? Combinação de jogada? Nada! Tínhamos 85 minutos para fazer 2 gols, não precisava desse desespero, na pressão, com organização o resultado viria, afinal o Botafogo é um time ruim, a pressão normal de jogo faria o resultado, sem escândalo.

Bem, não foi assim, e em uma jogada que poderíamos empatar o jogo, nos expomos a um contra ataque com 3 contra 1. Resultado? 0x2 no placar e aí sim, desespero geral. Torcida apoiando, mas o time muito nervoso se embananou sozinho. Fabinho foi expulso de forma injusta, pra mim um amarelo era o normal ali.

Aí era a hora do técnico, mas não houve nada e o primeiro tempo terminou assim. No intervalo o nosso genial treinador resolveu mudar o jogo. Colocou o Alex no lugar do Geferson (que merece um capítulo a parte, que jogador ruim). Colocou também o Marquinhos (também entra no capítulo de jogador ruim) no lugar do Andrigo que não merecia nem ter jogado. Com um a menos tudo fica mais difícil, mas em momento nenhum no inicio do segundo tempo fizemos aquela pressão de encher os olhos. Quando fizemos o primeiro gol (de contra ataque) levamos o terceiro minutos depois. Aí é pra desanimar o viviente! Descontamos de novo, quase levamos mais um, poderíamos ter empatado e poderíamos ter levado o quarto e o quinto.

Algumas questões que não entram na minha cabeça. Porque entra o Marquinhos e o Mike fica olhando o jogo do banco? Por que o Inter cruza bola na área com um ataque com Sasha (1,77) e Andrigo (1,75)? Por que o Argel abre o time inteiro “na busca do resultado” sem nenhuma organização? Por que o Argel ainda é técnico do Inter se monta um time “apequenado” contra os grandes e sem criação contra os pequenos?

Agora um elogio, o preparo físico do Inter é algo de se destacar, como corre esse time, até o fim do jogo, a luta dos jogadores também é algo positivo. O que está faltando é um pouco de organização e variação de jogada e isso é responsabilidade do nosso treinador, se ele não tem condições que procure outro clube para trabalhar.

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