Com Patriquinho Gaúcho, a vida fica mais fácil

Amor e ódio andam mesmo de mãos dadas. Na vida e no futebol. No universo alvinegro então, nem se fala. A Massa, que ensaiava o coro de ‘fora Patric’ já na primeira meia hora do jogo em Arequipa, teve que se render ao lateral-coringa de Aguirre. O ódio deu lugar ao amor e a noite terminou como deveria ser: alvinegra e cheia de esperanças.

A vitória diante do Melgar, na estreia da Libertadores 2016, não foi apenas protocolar. Seria, se não fosse o enredo. Primeiro que quaisquer três pontos conquistados em território inimigo nesta competição são dignos de festa. Mesmo o adversário sendo fraco, como o de ontem.

Neste caso, o triunfo nos deixa em uma situação muito confortável. A ponto de planejar uma campanha semelhante a de Dois Mil e Galo, quando terminamos em primeiro lugar geral ao término da primeira fase, o que facilitou bem a nossa vida no mata-mata. Que o filme se repita.

A vitória trouxe esperança. Não só pelo Patric, mas também por ele. Infeliz nas primeiras chances que teve, ambas irritantemente desperdiçadas, muito feliz na virada. Foi dele o passe para o gol de empate e também o ‘galaço’ da virada, com direito a drible no goleiro e entortada no zagueiro.

Gol de Patriquinho Gaúcho. Gol de Patricão da Massa, que cinco minutos antes tinha sua mãe homenageada pela torcida. Liga não, meu caro. Somos assim mesmo: bipolares por natureza. Se o vaiamos em alguns momentos, hoje o abraçamos.

A Massa é chata, como dizia o turco mais argentino do Brasil, mas carrega você no colo se a fase for boa. Levir Culpi, o burro com sorte, sabe disso. A receita é simples: faz o seu aí, Patricão, que a gente delira daqui. Até o Mexerica mexeu com o coração dessa gente sofrida, que carrega o preto e branco no peito e tem a estranha mania de ter fé na vida.

A paixão alvinegra torna a Massa capaz de tudo. Ela cega e dita o ritmo. Os argentinos do Banfield sabem bem disso. Bastou o time hermano não mandar os documentos do jovem Cazares para que os atleticanos invadissem a página do clube no facebook com mensagens calorosas pedindo a liberação da papelada. Arriscamos até um portunhol que não temos. Mas demos nosso recado.

E no universo alvinegro, hoje você é rei, Patric. Não o Rei. Apenas rei. Como disse um atleticano em um programa de TV, você é 99% raiva e 1% mito. Aproveite o momento, pois para sua sorte nós temos mania de acreditar no improvável!

Mas não foi só por Patric que valeu essa vitória. Valeu por São Victor, sempre seguro. Valeu por Luan, incansável e atleticano. Valeu por Hyuri, que vai ganhando seu espaço. Por Donizete. Pelo capitão, mesmo com a lambança no gol peruano. Valeu pelo time todo. O começo está bom, e o futuro é promissor.

Até porque Aguirre terá, em breve, Robinho, Cazares e Dátolo. Aí o bicho vai pegar. Vai dar liga esse Galo 2016, que ainda espera por Clayton.

Quarta-feira tem mais. No Palácio do Horto, diante do Del Vale. Antes, um treino contra o Boa, também no Indepa. Pra ficar na boa. Pra seguir de boa, esperando a quarta-feira do Goulart!

Foto – www.superesportes.com.br

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