Copa sem lei desenverga o varal

Uma eliminação de Libertadores da América nunca deixará de ser dolorosa. Ainda mais quando esta se der em uma semifinal, de onde já se podia enxergar a taça da Copa logo ali na frente, poucos metros adiante.

Mas posso afirmar que esta foi a menos dolorosa de todas as últimas. As eliminações para Once Caldas, Internacional, Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Internacional, Atlético Mineiro e Cruzeiro, ao menos em mim, provocaram feridas bem mais resistentes à cicatrização.

Talvez, desta vez, eu já sabia que havíamos ido longe demais. Quiçá o balde de água fria já tenha sido jogado na primeira partida, o que abaixou e muito nossa expectativa; e quando não se há muita expectativa, a frustração é muito menor.

A parada realmente desmantelou o São Paulo. Aquele ritmo intenso de triunfos foi desacelerado em péssimo momento. Somado a isso, escancarou-se a total incompetência dos departamentos de fisiologia e preparo físico. Lesões musculares, no meio da temporada, afetaram quase que uma dezena de jogadores. E estamos em JULHO, imagino então como estaremos em novembro, no final da temporada…

Leco, ao final da batalha do Independência, declarou que ganharíamos ao menos três ótimos reforços para o restante do torneio. Chegou Cueva, impossibilitado de atuar, e Ytalo, que ainda busca a chancela de ‘reforço’.

Enquanto isso, nosso adversário trouxe o principal goleador da temporada colombiana, com 26 gols em 26 jogos. Ah, ele só fez os 4 gols das semifinais.

Nosso presidente omitiu-se também após a primeira partida diante da absurda expulsão de Maicon. Era hora de chamar a Globo, a ESPN Internacional, a Fox Latin America, a CNN, a BBC, o Discovery Channel, o Telecine Premium e toda porra de veículo mundial para demonstrar plena indignação com o ocorrido e colocar pressão na Conmebol para a partida de volta.

Nada foi feito. Ele preferiu organizar sua viagem em companhia de Ataíde Gil Guerreiro, expulso do quadro do Conselho poucos meses atrás.

E o que aconteceu? Fomos garfados novamente. De forma inacreditável. Caso o pênalti escandaloso fosse anotado e o zagueiro, último homem, expulso, faríamos 2×1 e voltaríamos com um homem a mais para o segundo tempo com um único destino: a final.

Caímos. Mas diferente de outrora, como na recente eliminação para o Santos, pela Copa do Brasil, desta vez caímos de pé. Caímos como São Paulo, lutando como nunca frente a um adversário melhor organizado e preparado.

Assim, encerramos uma honrosa participação na Libertadores.
Nos últimos dias, olhei muitas vezes para meu pôster dos heróis de 2005 e tentei imaginar um pôster de campeão da Libertadores com Dênis, Rodrigo Caio, Bruno, Schmidt, Húdson, Wesley, Centurión…

Não consegui! A Copa Libertadores é feita para personagens protagonistas… e nosso elenco é dominado por coadjuvantes.

A única certeza que temos é que o maior campeão do país em breve estará de volta para novas memoráveis noites de quarta-feira.

Nos vemos em breve, Libertadores!

 

Imagem: trivela.uol.com.br

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