Crueldade sim (e chocolate também)

Salve nação tricolor!!

Que semana espetacular para nós. Primeiro, uma vitória na casa do rival, aquele que os torcedores chegaram a criar evento no Facebook para comemorar o nosso rebaixamento (????).

Mal sabiam eles que nos enfrentariam novamente nas quartas de final do Gauchão. E nesse domingo, repetimos a dose, só que dessa vez com direito à Páscoa antecipada. Foi um verdadeiro chocolate na Arena.

Crueldade contra o lado vermelho do Rio Grande do Sul? Com certeza. Jael foi cirúrgico, fez golaço, deu assistência. Dos motivos de chacota porque não fazia gol, tornou-se peça-chave na equipe. Terminou o clássico com louvor, assim como Milagrohe, que vem pedindo novamente para vestir a amarelinha.

O 3 a 0 não deixa dúvidas de que os anos 90 se consolidaram nos momentos atuais. Época em que ganhamos títulos expressivos a exemplo de hoje. Melhor ainda: ver o camisa 10 deles reconhecer a grande fase tricolor não tem preço.

Damos um passo importantíssimo rumo às semifinais do Gauchão, mas não tem nada ganho. Estamos próximos, como estivemos para conquistar o penta da Copa do Brasil, em 2016, e o tri da Libertadores, no ano passado. Eliminar o nosso maior adversário é ter a certeza de que o bom futebol apresentado em 2017 voltou (e com força).

A coletividade prevalece quando o time rende em campo. O Grêmio tem sangue nos olhos, insiste, erra, não se entrega, ao contrário do oponente, que levou uma goleada e mal conseguiu tocar na bola no segundo tempo.

Com os titulares, a história é completamente diferente. Ouvimos piadinhas no começo do campeonato, quando o elenco de transição quase comprometeu a classificação.

Renamito disse que uma das vagas seria do Tricolor. Deram risadas, mas ele estava certo. Soberba, prepotência, arrogância? Nada disso. Apenas sabia o que estava dizendo, porque confia no grupo.

Quarta-feira tem a decisão na Padre Cacique. A vantagem é muito boa, mas não se pode ficar pensando nela. O negócio é jogar como se estivesse 0 a 0 e buscar o gol que, por ser qualificado, dará ainda mais tranquilidade.

O Grêmio respeita todos os adversários, blinda o vestiário, contém a euforia, que fica somente do lado de fora. Mas ouvir olé antes do apito final é de deixar qualquer torcedor orgulhoso. E nessa maré de alegria, o presidente Romildo Bolzan tem uma enorme parcela de contribuição. Afinal de contas, nos devolveu a alegria de sermos gremistas.

PS: Essa coluna é dedicada ao amigo colorado Marcos Bins, o Flores, conterrâneo lá de Cachoeira do Sul, na região central do Estado. Torcedor lúcido, que gosta de conversar sobre o futebol. Até arriscou dizer que o Grêmio ganharia o clássico fora, na semana passada (e não é o que aconteceu?, hehehehe)

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