Cueva deita, São Paulo levanta e galinha cai de 4

Primeiramente, chupa.

Ahhhh futebol… como você é mágico.
Em apenas cinco dias, você é capaz de oscilar entre inferno e céu. Entre escassez e abundância. Entre ódio e ode.

A dor de cabeça, provocada outrora por uma derrota lastimável frente a um frágil rebaixado, hoje é de ressaca. E não a moral. Dessa vez, a ressaca é outra. É aquela da cerveja mesmo. A rouquidão gerada por explosões de alegria confirmam: a festa foi pesada.

E o embalo de sábado à noite foi todo regido pelo peruano mais Tricolor do planeta. No melhor estilo Travolta, Cueva chamou todo mundo pra dançar. Cavou, marcou, provocou, catimbou, chapelou, canetou. Um verdadeiro baile de gala do nosso maestro. Maestro? Sim. Maestria é isso. É ACABAR COM O JOGO em um clássico.

Os mais de 50 mil convidados do baile de Cueva – para quem insiste em dizer que o problema não é o valor do ingresso – saíram do Morumbi de alma lavada. O ego arranhado com uma série de insucessos em clássicos nos últimos anos deu lugar a uma felicidade sem tamanho. É deles que a gente gosta de ganhar com força. São eles que precisavam ouvir nosso ‘olé’.

Ficou com gosto de quero mais. E eles queriam mais. Dez minutinhos a mais de jogo seriam suficientes para aumentar bastante a tragédia itaqueriana. Tudo bem. O sentimento de todos nós é o mesmo: amassamos os caras.

Dois gols de novatos da base escancaram a necessidade vital de darmos mais chances e sequência a toda turma de Cotia. O que todos nós sempre pedimos começa a acontecer (e dar certo). Sem pressa, com paciência, podemos facilmente ter em campo mais da metade do time formado em casa. As vantagens são inúmeras: enxugar folha salarial, expor na vitrine nossos talentos para futuras boas vendas, a certeza de que não faltará entrega e dedicação, um futebol mais moleque e vistoso. Mesclado com lideranças experientes, pode dar caldo.

A partida foi tão controlada que nem mesmo minha maior preocupação – Dênis – precisou mostrar serviço. Eles só passaram do meio de campo quando deram 4 vezes uma nova saída.

Dias assim precisam voltar a ser corriqueiros nas nossas vidas.

A sensação é que qualquer temor que pudéssemos ter de enfrentá-los nos últimos anos foi expurgado de uma vez por todas. Quem deve temer são eles. Aqui é o maior campeão desse país, rapá. Vão tomar no Cueva.

4braços a todos.

 

Imagem: goal.com

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