Cuidado! Porcos frágeis na pista

É impressionante a fragilidade do Guarani da Capital. Impressionante! O ônibus que os transporta deveria ser todo embalado com alertas de ‘cuidado’. Ganhar deles é como pegar aquela menina que já passou na mão de todos da sua galera. Mas isso também cria uma baita responsabilidade, pois pegar é obrigação, agora tomar um toco o torna motivo de chacotas no bairro inteiro.

A diferença de grandeza, aspirações e momento já mostravam o abismo que separa os clubes. Enquanto uns brigam pelo TRI-rebaixamento, a luta dos grandes sempre será pelo topo. Ou pelo HEPTA.

Com a vitória do Cruzeiro diante do café com leite Santos, vimos a liderança ficar ainda mais distante. Os três pontos se faziam essenciais para mantermos aquele fundo de esperança ainda vivo.

Ninguém poderia imaginar outro resultado que não fosse a vitória. E foi bem assim. Simples. Feijão com arroz. Descendo na banguela para não gastar muito combustível para os próximos confrontos.

A sensação é que o São Paulo faria o gol a hora que quisesse, bastava apertar o ritmo. E apertando, poderia fazer um placar até elástico.

Mas não era necessário apertar. Sem perder o controle por um momento sequer, o São Paulo fez o básico, que já foi mais do que suficiente.

Sinto falta daquele rival que, apesar de corriqueira freguesia, nos proporcionava grandes duelos, momentos de tensão. Confesso que fiquei muito mais tenso no Morumbi diante do Internacional do que frente aos sempre desesperados palmeirenses.

O único nervoso que passei neste domingo foi ao voltar do Morumbi. Deixei meu celular cair no chão entrando em casa. Por ser também um objeto de extrema fragilidade, agora tenho uma tela bastante quebrada.

 

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