De bem com a vida

Nada como um dia após o outro. A tristeza pela eliminação na Libertadores deu lugar a uma grande esperança. O atleticano, que sonha com o bi nacional, sabe que ainda é muito cedo para alimentar esse sonho. Mas sabe também que hoje o Galo é um dos melhores times do Brasil e que a possibilidade é real. E sabe que viver de sonhos faz um bem danado. Só quem sonha e acredita, sabe.

Depois de cair diante do Colorado, mesmo jogando muito bem, o time alvinegro sentiu, logo na chegada a BH, o calor da Massa. Aqueles atleticanos que foram ao aeroporto abraçar o time após a derrota nos Pampas representam toda a torcida alvinegra. O sentimento é unânime: todos nós sabemos do que esse Galo cada vez mais doido é capaz. E estamos juntos, sonhando e acreditando, como manda a regra número 1 do manual da mais louca paixão que existe nesse país.

Diante do time da CBF, o Galo fez mais uma exibição de encantar até aqueles que não gozam da delícia de ser alvinegro. Com um futebol envolvente e uma intensidade absurda, a goleada era questão de tempo. E ficou barato. Não fossem as intervenções da trave e a pisada no freio do nosso time, a coisa teria sido bem pior para o amontoado carioca. Sim, amontoado, porque não consigo chamar de time aquilo que vi ontem.

E acho é muito bom. Primeiro, pela ligação com a CBF e as corriqueiras ‘manobras’ pra evitar a degola. Segundo, pelo que li ontem na edição carioca do jornal Lance. Aliás, não entendo porque ainda insisto em ler essa publicação. Fica aqui um alô para o ‘doente’ que assinou uma coluna neste jornal dizendo que não conhece o Atlético Mineiro e que ontem teria chuva de gols do Fred em Brasília. Teve a chuva de gols sim, meu caro. Só não foi do cone… Aquele abraço, ok?

Além do resultado em si, o domingo foi de extrema felicidade para nós. Ver Jesús renascer após ser crucificado não tem preço. Já disse aqui e repito: ele não é o articulador do time. Não pode ser. Sempre que joga mais recuado, vai bem. Que deixem a 10 para o Guilherme. E em suas ausências, para o Giovanni Augusto. Bom também ver Luan cada vez mais incansável, Patric chutando de bico a má fase e a desconfiança da torcida, Maicosuel entrando bem, Thiago Ribeiro buscando o seu espaço. Só falta, agora, o Dodô repetir as boas atuações do ano passado. Tenhamos fé!

Depois de um empate com o time reserva diante do Palmeiras em São Paulo e uma vitória convincente sobre o time da CBF, agora é esperar pelo Atlético do Paraná, no domingo, em Curitiba. O início é promissor e a esperança atleticana não se mede, assim como o amor cantado por Toni Garrido, do Cidade Negra. Pois estamos, há dois anos, de bem com a vida. E o sonho nos permite querer muito mais.

Foto – www.lancenet.com.br

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