De novo, não!

Após o avassalador início da década de 90, onde ganhamos tudo e de todos, Kaká fez parte de um período de vacas magras no Tricolor, onde o ponto máximo atingido pelo clube foi conquistar Paulistinhas e Torneio Rio-SP. Parte da torcida, inconformada pela ausência de grandes feitos e acúmulo de desilusões frente aos rivais, batizou muitos integrantes daquela geração de “pipoqueiros”. Kaká e Luís Fabiano, os grandes nomes daquela geração, sofriam com esse estigma.

Bem, foram mais de 10 anos longe do Tricolor.

Kaká, então, retornou para um clube ainda muito maior do que aquele que ele havia deixado 11 anos atrás. Neste período, o São Paulo tornou-se um clube multi-campeão. Literalmente, ganhamos tudo de novo. Uma nova legião foi batizada, desta vez como ídolos eternos. Se não pela excelência técnica, mas pelo suór à camisa.

Apesar dos 5 anos de jejum de grandes conquistas e falhas na gestão, o São Paulo de hoje é muito mais respeitado do que aquele de 2001 a 2003. Sem dúvidas. A ‘marca São Paulo’ é, hoje em dia, sinônimo de pioneirismo, estrutura e salários em dia. Tanto é que, para esta temporada, reunimos um elenco estelar.

E Kaká estreou. Estreou para ser a cereja no bolo deste elenco. E ele estreou muito bem. Fez gol e foi nosso melhor jogador em campo. Parabéns, Kaká!

Pena que esqueceram que a base do bolo é de suma e igual importância à cobertura dele. Se do meio pra frente temos um sistema ofensivo de dar inveja à seleção de Felipão, ficamos com inveja do sistema defensivo daquela mesma seleção (isso, aquela mesma defesa que tomou de 7).

É impressionante. Imagino o desespero do Rogério a cada ataque adversário. O que vem, ou é gol ou quase-gol. Foi assim no único lance de ataque da Chapecoense. Foi assim contra o Goiás. É uma sequência de desatenção de Douglas (sim, ele ainda é titular. Uma partida boa, 17 ruins), Tolói (tudo bem, a falta de ritmo é uma boa desculpa), Álvaro Pereira (tá longe de mostrar o futebol da Copa. Por que?), Lucão (como sempre disse, não tem qualidade nenhuma para ser titular do SPFC), Rodrigo Caio (o Oscar do São Paulo. Quanto custa a mensalidade de sua cadeira cativa no time??).

Aí, amigo, com 2×0 contra, não há Kaká inspirado que faça milagre.

É muito cedo. Ainda há muito campeonato pela frente e somos sim grandes candidatos ao título. Mas Deus ajude que o “quadrado mágico” Kaká, Ganso, Luís Fabiano e Kardec não seja destruído por uma zaga depressiva, assim como foi o “quadrado mágico de 2002” Kaká, Ricardinho, Luís Fabiano e Reinaldo, por Jean, Júlio Santos e cia Ltda.

E a chancela ‘pipoqueiro’, ah essa eu te garanto que não vai sobrar pra ninguém lá de trás…

 

Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe sua Opinião