De que “tabu” estavam falando esse tempo todo?

A inconteste, estrondosa, retumbante, mansa e pacífica vitória Palestrina em pleno Morumbi, para muitos, significou o fim do “tabu” de 16 anos sem triunfos alvi verdes em solo colorido.

Ora, mas que “tabu”?

Se você, como muitos, logo pensou no jejum de vitórias do Palmeiras naquele estádio e chama a isso de “tabu”, venho lhe informar que, durante todo este tempo, você esteve miseravelmente enganado!!!

É que todo ano, ou toda partida Choque-Rei que se disputa no Morumbi, comemora-se apenas mais um aniversário de uma Obra Prima do futebol brasileiro.

Uma pintura que tomei a liberdade de intitular de “A Chapelaria”.

O artista, na mais ampla concepção do termo da bola, é Alexsandro de Souza, também audaciosamente conhecido como “Pelézinho”, alcunha que ganhou dos companheiros desde que desembarcou em Palestra Itália, naquele estrelado início de 1997 (que foi apenas mais um estrelado início de ano, dentre todos os da Via Láctea de parmalat).

Mas, se isso não bastar e você, caro amigo de além-muro, quiser insistir na tese de que no último sábado houve a quebra de algum “tabu” de 16 anos no Morumbi, permita-me lhe contar uma história sobre um tabu (esse sem aspas) de 16 anos quebrado no mesmo Morumbi.

Foi que em 12/06/1993, naquele mesmo gol em que Alex deu a última pincelada de óleo sobre a tela, e que o Deyverson (sim, o DEYVERSON!!!!!) cabeceou no sábado, Evair bateu o primeiro pênalti mais importante da história da Sociedade Esportiva Palmeiras e, ali sim, encerrou o único e verdadeiro tabu de 16 anos que já perdurou no estádio do Morumbi!!!

E, pra continuar a falar em tabu verdadeiro, não custa lembrar que a última vitória do nosso sorrateiro rival usurpador de estádios alheios dentro de Palestra Itália (seja ele Parque Antarctica ou Allianz Parque), ocorreu em 2007!

Bom, se for pra falar só dos jogos no Allianz Parque, então…. Melhor deixar pra lá….

Concluindo, você aí de além-muro não se espante se no ano que vem essa contagem que você diz que acabou no último sábado continuar.

Em 2019 a Obra Prima de Alexsandro de Souza completará 17 anos!!!

Depois, 18, 19, 20….. e assim será pra sempre.

Porque a arte nunca morre!!!

Avanti.

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