E a culpa não era do Bressan…

Alô nação tricolor!! Estamos chateados, frustrados e decepcionados com a eliminação na Copa do Brasil. Não é demérito nenhum cair para o Cruzeiro. Porém, a forma como o time jogou no Mineirão nos deixou entristecidos.

O Grêmio que acabou sendo desclassificado nas semifinais da Copa do Brasil não lembrou em nada aquele que vinha mantendo respeito nos adversários, mesmo fora de casa.

No segundo tempo, então, não houve um arremate sequer. Renato mexeu mal. Primeiro, porque tirou Barrios, que infelizmente perdeu um gol que poderia ter nos dado a vaga à final.

Segundo, porque não colocou Maicon para dar mais segurança no meio-campo e ser uma alternativa nas cobranças de pênaltis.

Por falar na marca da cal, ela tem se tornado nossa inimiga nesta temporada. De 27 cobranças, foram 11 desperdiçadas. Luan, por exemplo, teve um aproveitamento de apenas 50% – bateu oito, acertou quatro.

Everton não cobrou mal, só que correu risco de mandar alto e acertou a trave. E o que dizer do Edilson? Cobra penalidade como se estivesse cobrando tiro de meta ou falta – mais força do jeito.

De positivo, as conversões de Fernandinho e Arthur, o garoto de apenas 20 anos que mostrou categoria e muita competência.

A maioria dos torcedores (vamos fazer a mea culpa) ficou desconfiada sobre Bressan, o substituto de Geromel. Dentro de suas limitações, ele foi bem e não comprometeu.

Ou seja, a queda em Belo Horizonte não passa pelo camisa 13, que ganhou apoio antes da decisão e, ao mesmo tempo, foi alvo de críticas e inúmeras dúvidas por entrar no lugar do melhor zagueiro do Brasil.

Vem aí as quartas de final da Copa Libertadores contra o Botafogo. Pode ser tranquilo? Até pode, desde que o Tricolor faça por merecer, tenha boas atuações nos dois confrontos.

Um bom resultado no primeiro duelo dia 13 de setembro, no Rio de Janeiro, é fundamental para a volta, uma semana depois, na Arena. No Brasileirão, a situação ficou complicada pela distância para o Corinthians, atualmente em dez pontos.

O negócio é priorizar a luta pelo tri da América. O ano ainda não acabou. Temos time para superar os rivais.

Quando saímos nas semifinais do Campeonato Gaúcho, Renato provou que é possível dar a volta por cima com um futebol envolvente, ao ponto de ser considerado um dos melhores do País.

Enquanto permanecemos na briga para ir à semifinal da competição continental, o lado vermelho do Rio Grande alcançou a liderança na B (logo eles que passaram 2016 inteiro dizendo que não iriam cair).

Aliás, o arquirrival caiu nas quartas de final da Copa do Brasil, em casa, e o único título que possuem desse torneio foi lá em 1992. Numa época em que a internet engatinhava no Brasil, não existia máquina digital e o mimeógrafo era o equipamento da hora na escola.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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