E agora, quem poderá nos defender?

     Tem sido dolorosa a vocação de torcer pelo tricolor gaúcho. E o pior é ver que na contramão dessa “sofrência” há um “bando” de colorados vibrando com uma tal Libertadores da América. Não poderia ser diferente. O ponto de intersecção entre o trabalho e os bons resultados passa pela palavra mágica: plantel! E isso, desde o início de 2015, o Grêmio desconhece. Olhar para a escalação a cada partida é não ver um horizonte. É estimular o coração a fortes emoções. É ir de Oiapoque ao Chuí em fração de segundos. É ter de se render às piadas dos amigos.

     Em má fase, o ataque pouco produz, o meio não tem desempenhado o papel de armar as jogadas ofensivas e, na defesa, cabem nos dedos o número de jogadores que se destacam. E nós, apaixonados por um futebol “pegado”, sofremos. Sofremos por olhar para o banco de reservas e não encontrar um jogador à altura do manto sagrado. Por não enxergar nenhum salvador da pátria. Mas o amor, ah, esse não se esgota. Muito pelo contrário. Só aumenta, mas a impaciência também.

E agora, quem poderá nos defender?

Não. Você não, Chapolin Colorado.

Crédito da foto: Grêmio da depressão

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