E é só futebol ?!?!?

Não meus amigos, não é só futebol… É emoção, é raça, é tradição, é sofrimento, é vitória, é campeão. É tudo isso numa mistura que não tem explicação e que só um FlaxFlu consegue imprimir ao torcedor carioca, brasileiro ou mundial.

Por mais que os dirigentes queiram acabar com a graça do futebol, eles não irão conseguir. Dentro de campo os verdadeiros autores de diversos espetáculos como os vistos no dia de hoje.

Apesar de toda bagunça que se tornou o campeonato carioca, ainda assim, jogadores demonstraram o verdadeiro significado da palavra futebol. 90 minutos foi muito pouco para os apreciadores do velho e bom futebol.

Muito se fala que o campeonato carioca está fadado à falência, que os cartolas são totalmente despreparados para tais funções, etc. Tudo isso é verdade, mas ainda reina dentro do peito de cada jogador a vontade de honrar o esporte mais competitivo do país.

O que vimos hoje foi um verdadeiro tapa de luva nestas pessoas incompetentes e desorganizadas que tomaram de assalto o futebol do Rio de Janeiro, que já teve o título de mais charmoso campeonato estadual de toda a nação.

Parabéns aos artistas que se doaram e demonstraram todo espírito esportivo durante toda a partida. Vocês promoveram o melhor jogo do ano, pelo menos até agora, aos torcedores brasileiros. Independentemente do resultado, parabéns a todos.

São partidas como essa que não nos deixa desistir dessa cachaça chamada futebol. Somos torcedores, queremos sempre assistir jogos como esse, com raça, emoção e muita superação. Principalmente aos guerreiros tricolores.

No Fluminense nada é conseguido tão facilmente. Tem que ter sempre uma dose de sacrifício, mas que no final dá pra ver que tudo valeu a pena. E nessa conquista não poderia ser diferente.

Tudo começou há uma semana quando perdemos dois dos principais jogadores (Scarpa e Douglas). Pra ‘ajudar’ mais ainda, uma viagem super cansativa para o Mato Grosso. E pra voltar não tinha avião. Tome oito horas de ônibus.

Quando todos esperavam uma supremacia do adversário, já que ficaram na ‘sombra’, apenas treinando durante toda a semana, eis que o sobrenatural de Almeida resolve aparecer e fazer desse jogo mais um para as galerias das grandes decisões.

E o que não faltou foi emoção. Cinco minutos já inaugurávamos o placar. E cinco minutos depois, o empate. Já dava pra imaginar o que se esperar durante o resto do jogo. Aos vinte e cinco a virada. A defesa que ainda não tinha sido vazada no carioca, já levava dois gols em menos de meia hora.

Jogo aberto, poucas faltas, os dois times buscando a vitória e o resultado totalmente em aberto. Aos 32, Dourado, cobrando pênalti, deixava tudo empatado. Já aos 40, uma assistência milimétrica deixava Lucas na cara do gol para mais uma virada: 3×2.

Fim do primeiro tempo. Quem pagou o ingresso para ir ao Engenhão já podia se dar por satisfeito. 45 minutos inesquecível para qualquer um que ali prestigiava o mais charmoso clássico do futebol brasileiro.

Segundo tempo já não foi tão empolgante quanto o primeiro, mas não faltaram boas jogadas e muitas emoções. Quando tudo já parecia decidido, uma falta (desnecessária como a do primeiro gol deles) definiu o resultado final da partida.

Aí a sorte estava lançada. Qualquer que fosse o resultado das cobranças, não apagaria o brilho desse grande jogão de bola. Mas aí entrou mais uma vez o sobrenatural de Almeida e soprou nos zagueiros que eles poderiam bater os pênaltis.

E, graças aos dois, saímos vitoriosos. Mais uma final vitoriosa. E com  muitos sabores. Sem estádio, sem organização, com desfalques, com cansaço, mas acima de tudo, com muita garra. Valeu GUERREIROS. Salve o clube tantas vezes campeão. Fluminnnnnneeeeennnnnnsssseeee!

Foto: Pedro Martins/MOWA Press/uol.com.br

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