Eduardo, espero que você esteja tão enganado quanto seu pai estava em 91.

 

Quando Eduardo Baptista chegou ao Palmeiras, naquilo que seria a maior oportunidade de sua curta, porém e quem sabe, promissora carreira, havia um enorme clima de desconfiança. Inevitável.

Ele chegou credenciado muito mais por seu “currículo escolar”, pelos cursos na CBF, do que por resultados expressivos, propriamente ditos. Não há como se esquecer de que não deu certo no Fluminense. Também é inegável que seus melhores resultados foram à frente da Ponte Preta, que acaba de entrar para o não mais tão seleto grupo de pequenos algozes do Palmeiras de cada ano.

Embora a tal da licença “A” da CBF pareça habilitar o treinador para dirigir qualquer clube, no Palmeiras a conversa é outra. É que assim como em qualquer outra área do conhecimento, há coisas no futebol – e sobretudo no Palmeiras – que não se aprendem nos bancos da academia…

Em primeiro lugar, o Eduardo precisa entender que ele treina, segundo a opinião pública em geral (pasmem), o melhor elenco do Brasil; quiçá da América do Sul. Não só isso: O Palmeiras é o primeiro clube gigante de sua carreira.

Então, meu amigo, se em quase 5 meses de trabalho o time não consegue apresentar um futebol minimante condizente com o que temos no papel, se o centroavante que veio a peso de ouro não faz gol e se o meia não dá assistência, a  culpa é, exclusivamente, SUA!!!

Aqui vai um parêntese: A impressão que tenho é que se em dia de jogo decisivo Júpiter não estiver convergindo em Áries, se eu não encontrar um trevo de 4 folhas ou um duende no meio da Avenida Paulista, a coisa vai ser feia, porque nosso treinador parece não ter competência para mudar a história de um jogo a partir do momento em que a partida se mostra desfavorável a nós.

Acordamos com o pé direito contra Jorge Willsterman e Peñarol e, mesmo jogando muito abaixo do esperado e do que é devido, conseguimos 2 gols no último minuto de cada partida. Mas, quando a sorte parece não nos sorrir, tomamos um vareio de bola da Ponte Preta, num jogo em que com apenas 20 minutos percebemos toda a inabilidade de nosso treinador, incapaz de fazer as mudanças emergenciais para estancar a sangria. Resultado: O primeiro campeonato que nos escapa de forma idiota!

Entendido isso, o segundo passo é transformar a sua postura, enquanto comandante, e sua expressão corporal. Não dá pra você chegar em coletiva de imprensa com essa cara de pavor, rapaz!!!

Coragem, homem!

E, por fim, quando eu digo lá no começo que há coisas que não se aprendem na teoria, me refiro exatamente à DESASTROSA coletiva de imprensa dada minutos após a eliminação do Campeonato Paulista, em que nosso treinador conseguiu se sair ainda pior do que em sua atuação à beira do campo nos 2 jogos contra a Ponte.

O que você, Eduardo, fez após o jogo de sábado é inaceitável!!! Expor um subordinado da forma como feito com o Borja é a mais pura mostra de despreparo (que rima com desespero) e de falta de pulso enquanto chefe e gestor de um grupo de mais de 30 pessoas; além de ser de uma covardia ímpar.

Em que pese o desempenho do Colombiano ainda não ser aquele que se espera, é também incumbência do treinador tratar de extrair de seus jogadores aquilo que podem dar de melhor e, quando não o fazem, saber identificar o problema e resolver; jamais imputar a um único jogador todo o peso e a culpa pelo insucesso de todos, que, aliás, é muito mais seu do que de qualquer outro ali dentro.

Você pode ter feito curso em tudo quanto é lugar, Eduardo, mas certamente nenhum deles traz em sua grade curricular a matéria “VESTIÁRIO”. Expor os problemas internos via imprensa e queimar os seus próprios jogadores perante a opinião pública é o ingrediente básico de um motim.

Perca o vestiário e você assinará sua carta de demissão. E nós, amargaremos a desilusão em uma temporada que deveria ser brilhante!!!

Quanto ao Borja, eu espero, de todo coração, que assim como seu pai estava completa, histórica e deliciosamente enganado em 1991, que você esteja agora, Eduardo.

E amanhã, espero que você acorde com o pé direito e que a sorte bata à porta de todos nós. Caso contrário, quem baterá na sua será o Alexandre Mattos, trazendo um papelzinho pra você assinar…

AVANTI.

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