Ei, Jô! Nos dê uma mãozinha?

A vida não é mesmo facil para ninguém. Mas, às vezes ela sorri de forma surpreendente para nós.

Cada um tem uma história para lembrar com carinho de algum ato generoso que a vida lhe ofereceu, e neste ano o São Paulo pode dizer que a vida finalmente voltou a lhe sorrir no jogo de ontem contra o Vitória em Salvador.

Se antes tudo dava errado para nós. Ontem deu tudo certo.

Se contra o Avaí, o Edmar caiu e sem querer derrubou o adversário num lance que se tornou pênalti, ontem J. Tavares protagonizou o mesmo lance e o juiz não marcou nada.

Se antes Cueva sumia em campo, ontem atraiu todos os olhares para si com excelentes passes e um curioso gol olímpico.

A vida estava tão disposta com a gente na tarde de ontem, que nos trouxe a esperança de que depois de tantos anos finalmente teremos uma segurança defensiva na lateral direita graças ao que vem jogando o improvisado Militão por ali. Disparadamente o melhor do jogo e o responsável pelo primeiro gol. Monstro.

E quem diria que o bom humor da vida para com o time na tarde de ontem faria até mesmo Sidão se destacar com ótimas defesas?

Fora isso, Dorival mexeu certo, Rodrigo Caio não comprometeu, Tavares voltou bem e com o cabelo normal, enfim, era o nosso dia!

No geral, não foi uma partida esplêndida do São Paulo, mas foi sim uma partida segura, com entrega e principalmente CONFIANÇA, que fez o time ganhar ainda mais fôlego contra o drama da zona de Palmeirasmento.

E por falar em vida, essa rodada nos mostrou que não devemos brincar com as palavras e tão pouco com o destino.

Kanu, o zagueiro do Vitória, falou o que não devia e tomou no… Você sabe a rima.

E quanto à Jô, ah…Que vergonha!

O poste artilheiro dos gambás passou o ano protagonizando lances e entrevistas, defendendo e enaltecendo a honestidade dentro de campo.

Ontem, a vida lhe sorriu e lhe deu a grande chance de voltar a protagonizar um lance de fair play onde poderia, de repente, ser até condecorado pela FIFA por uma atitude mais do que nobre, e inédita, no futebol.

O empate não mudaria em nada a boa (e merecida) vantagem do seu time na tabela, e ele justificaria tudo aquilo que defendeu anteriormente.

Não o fez e agora irá pagar o preço do julgamento de todos perante sua atitude covarde, e da sua entrevista patética tentando justificar sua omissão.

De antemão, já digo que acho o fair play uma tremenda bobagem para alguns lances que não envolvam contusão ou algo mais grave aos atletas, mas em torno de tudo que Jô falou durante o ano, era obrigação dele ter uma postura diferente.

Assim, acho que a vida vai voltar a sorrir para nós, afinal, ela adora aquele ditado: “Aqui se faz, aqui se paga”.

E quer justiça melhor do que uma grande vitoria no Domingo, e com o seguinte cenário:

Escanteio para o São Paulo, cabeçada  do Rodrigo Caio, o honesto, e bola na mão de Jô, o malandro.

Pênalti e nova Cuevadinha.

Depois, é só alegria e outros gols de Hernanes e Pratto.

Vida, nos favoreça mais uma vez e faça a justiça prevalecer.

E Jô, nos dê essa mãozinha…

Imagem: globoesporte.com

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