Em semana de clássico, a insônia é companheira fiel

Semana de clássico não tem jeito. É mesmo diferente. O coração já virou um liquidificador, a insônia vira fiel companheira, o pensamento não consegue ser outro senão o João e Maria que se aproxima. Ainda mais sendo este o mais importante e esperado confronto entre o Galo e o time da Enseada das Garças da história. Pela primeira vez, desde 1921, quando o Ypiranga que queria ser Palestra foi fundado (é tanta troca de nome que até me confundo às vezes), dois times mineiros chegam a uma decisão de competição nacional. Por mérito, com brilhantismo.

E não tem como. A partida começa bem antes do apito do juiz. Nos bastidores, com provocações e troca de farpas entre atletas e diretorias. Primeiro, reclamaram do lado de lá da escolha de nosso presidente, que não demorou a anunciar o Independência como palco do primeiro jogo da final. Não entendo tanto blá, blá, blá. Em Minas é assim: manda o turco. Obedece quem tem juízo e ponto final. Aos insatisfeitos, restam duas opções. Ou jogam e tentam vencer na bola, ou perdem por W.O. Simples assim.

Embora dentro da própria torcida atleticana haja divergência sobre a escolha do Horto, o mandatário alvinegro tem seus motivos. De fato, desde 2012, quando passamos a mandar nossos jogos lá, são 82 jogos e apenas três derrotas. Os Smurfs ainda não nos venceram lá. Está certo que números não ganham jogo, muito menos campeonato. Mas em tempos de guerra, se destaca quem usa as armas que tem. Todas elas. Então vamos de ‘Indepa’, de rua de fogo, de ‘eu acredito’ e com muita raça e amor. Afinal de contas, esse é o espírito atleticano. E que a Nossa Senhora do Cuca nos abençoe, pois será necessário.

Muito se falou também sobre a questão torcida única x dez por cento para o visitante. Muito ‘mimimi’ pra quem se diz o melhor time do Brasil, não? Se é direito do Galo os dez por cento da carga de ingressos no jogo da volta, nós queremos. A Massa estará lá, no salão de festas, como sempre esteve. Que venham eles também ao Horto, como lhes é de direito. E ponto final de novo.  Quanto à segurança, cabe à Polícia Militar. Infelizmente, é verdade que em grandes aglomerações sempre aparecem aqueles que querem confusão.

Mas chegou a hora de Minas Gerais mostrar ao país que somos um povo civilizado. Vamos tratar bem os fregueses, até porque só mesmo o Galo para ter um cliente cinco estrelas. Esse clássico tem uma vasta história e quando os Marias gritam seis, fazendo alusão aos 6 x 1 de 2011, o atleticano, conhecedor que é do jogo de truco, já manda logo um nove em troca. Afinal de contas, 9 x 2, só uma vez.

Enfim, a semana começou recheada de provocações e com o coração acelerado. Tanto que já ia terminar o texto sem falar na vitória de sábado, diante do Palmeiras, em São Paulo. Jogamos com o time reserva, à exceção de Victor, o santo do Horto que faz um ‘intensivão’ para virar Deus. Foram três pontos importantes que nos devolveram a vaga no G-4. Uma vitória que o próprio Levir disse ser fruto do momento iluminado do Galo Doido.

É, meu amigo, o pão resolveu cair com a manteiga pra cima mesmo. E aí, me desculpe, mas fica difícil de segurar. Melhor é aceitar, como tem feito o alviverde paulista, que coleciona sete derrotas para o Maior de Minas nos últimos sete jogos, sendo quatro delas somente este ano.

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