Errar é o Mano!

Salve Nação Azul

Ainda sou um daqueles românticos que acredita em ideais acima do poderio econômico e seu poder de sedução.
Fui, sim, uma das vozes a engrossar o coro do #FicaMano.
Acreditava em sua postura séria, de palavra que não volta atrás.
Como sou inocente, não é?

A resenha hoje será sem meias palavras.
Atinja a quem atingir, seja um torcedor que porventura não se sinta aqui representado.
Seja naquele que também viu desesperança num universo que respira sacanagem de poucos versus utopia da maioria cega e apaixonada.
Fato é que não vou alinhar meu desabafo à galera do ‘deixa pra lá, ele fez certo…’.

Quando a coisa engrenou no Cruzeiro, Mano disse que:
“…eu não iria para qualquer lugar.
Não acho que acrescente ao treinador brasileiro (ir) para um nível muito baixo.
Receberá excelente salário, mas não terá condições de fazer um trabalho que te projete como técnico no mundo, O QUE É MAIS IMPORTANTE!”.

Eu cri nesse discurso, Mano!
Mas descobri que é ensaboado criar um discurso de palavras bonitas e sair ‘por cima’.

Olhemos a nova entrevista:
“Você analisa mais objetivamente quando há algo.
Fora disso, você só analisa teoricamente.
Quando surge a oportunidade, você tem que pesar prós e contras.”

Vou traduzir para o boleirês:
Que nossos dirigentes são mal preparados e fazem muitas besteiras, isso é sabido!
Deixando de lado qualquer rivalidade, achei uma tremenda covardia o que as Frangas fizeram com o Levir na semana passada, por exemplo.
Quando a garrucha está apontada para o lado dos dirigentes, é fácil ser coerente e falar em não ir pra país com futebol em nível baixo: coloca-se uma multa milionária que o meu (no caso, o dele) está garantido.
Mas e quando a mira se volta para o próprio treinador?
Aí a história é de ‘antes, analisei só na teoria. Quando chegaram os zeros à direita, me esqueci de tudo que havia dito outrora’…

Não, Mano!
Não o condeno por ter sido lembrado em um projeto de país pequeno que vai lhe endinheirar o suficiente para, caso queira, nunca mais trabalhar após esse contrato.
Mas faltou coerência. Faltaram caráter e palavra!
Conosco, então, foi pela segunda vez.
Ou acha que nos esquecemos do ‘tomé’ que levamos de fechar com o Cruzeiro em 2008 cavando vaga no Corinthians, que à época lhe daria mais visibilidade?
Deu certo, conseguiu, não tinha contrato.
Como era apenas palavra (e isso você nos prova de novo que não a tem), desfez o acordo e foi para o Parque São Jorge.

Acho que agora você sai com a porta se fechando atrás!

Sim, estou indignado.
Quis crer num projeto bom.
De fato, era bom!
Melhores foram as cifras.
Mas que se danem as palavras, que se danem os projetos.
O que eu falei ali, ‘desfalo’ aqui, contorno acolá…

Que venha um Muricy da vida para nos ajudar.
Ou Cuca, Cubero, ou mesmo Levir.
Que seja até o Deivid, Seedorf, apoiados pelo Scuro e pelos jogadores.
Um dia, todos esses também passarão.
O Cruzeiro e sua torcida é que nunca passarão.
A instituição sempre será muito maior que as pessoas.

Ainda mais as sem convicções de suas próprias afirmações!

Dá-lhe Cruzeiro!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: BrazilianPress)

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