Eu não creio em bruxas, mas…

Salve Nação Azul!
Ontem, sempre que eu me lembrava que haveria jogo do Cruzeiro eu ficava mais tenso que o natural.
Não era apenas a tensão normal de jogo decisivo, mas também o medo de que algo desse errado e a culpa fosse minha.
É que no ano passado em que fomos campeões da Copa do Brasil eu sempre escrevi um pré-jogo desde as Quartas de Final, comparando o Cruzeiro ao adversário da hora em confrontos anteriores e tal.

Mas ontem (e anteontem, e no outro dia) eu não pude bater o meu amigo ponto aqui no site.
Tarefas de serviço me tomaram o tempo inteirinho e não me sobrou meia horinha sequer para vir aqui cumprir o rito de outrora.

Fiquei o dia inteiro com aquela sensação de que ‘se der merda, a culpa é minha’.
Eu tinha que ver vindo aqui falar de Oséas, de Willian do Bigode…
Ainda mais se o muito supersticioso do Cuca resolvesse estrear contra o meu Cruzeiro usando logo aquela famigerada calça vermelho-sangue.

Confesso que senti muito alívio ao ver que ele também se esquecera de cumprir seu ritual.
E no fim, resultado fantástico.
Vitória fora de casa, tudo ajeitado para a volta e mais uma atuação esplendorosa de Fábio e Dedé.

Minha primeira conversa sobre futebol dessa manhã foi com meu afilhado.
Ele iniciou assim, sem combinados prévios:
– Cara, eu não sou nada supersticioso; mas a última vez que joguei bola enquanto o Cruzeiro jogava foi nos 7 a 0 contra a Universidad. Ontem, de novo pelada e mais uma vitória. Já avisei pra turma que pode marcar pelada em todas as quartas desse mês de agosto. Vai que cola…

E é assim.
Eu não trago isso no meu dia-a-dia.
Minha vida não melhora ou piora quando cumpro com ritos como cor de camisa, laço de fita, trevos e etc.
Acredito em Deus, O coloco á frente dos meus projetos e avante.
MENOS NO FUTEBOL.

Dia desses minha esposa ficou incrédula ao descobrir enquanto ouvia uma conversa minha que nas semifinais e finais da Copa do Brasil do ano passado eu escolhi a mesma roupa e o mesmo local do sofá.
Óbvio, o Cruzeiro ganhou a taça apenas e tão somente por isso.
E pelos milhares de torcedores cruzeirenses que, sei e aposto, tem também seus rituais.

Algumas dessas mandingas tomaram o mundo.
Zagallo e o 13.
O beijo de Blanc na careca de Barthez.
Gritar gol antes da hora dá azar…

Outras beiram o ridículo, mas vai explicar.
A torcida da Ponte Preta, por exemplo, tem uma genial.
Há um trem que passa nos arredores do estádio Moisés Lucarelli, a casa da Macaca.
Se o trem passa na hora do jogo em direção a Jundiaí, as chances de vitória são imensas. Caso passe para o outro lado, pode esperar resultado ruim.

Já o atacante alemão Mario Gomez usa somente o mictório localizado na extrema esquerda dos vestiários, sabe-se lá pra quê…

Fato é que ontem eu não escrevi e a vitória veio.
No pragmatismo de resultados do Mano, na boa capacidade do menino Raniel e na defesa mais uma vez muito sólida do Cruzeiro.

Quarta que vem tem o Flamengo no Maracanã.
É outro torneio, outra história, outro time.
O Flamengo tem hoje o melhor futebol do Brasil.
Pra nossa sorte (olha ela aí), seu melhor jogador estará suspenso: Lucas Paquetá não nos enfrentará.

Eu, claro, estou aqui fazendo minha parte e publicando uma foto de um confronto histórico só para garantir.
Não que eu acredite em bruxas, mas que elas existem, existem…

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Fotos: Marcelo Zambrana-AGIF / Ramon Lisboa-EM DA Press)

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