Falastrão ou não, Kalil é mito, é louco, é Galo Doido

Doa a quem doer, mas a verdade é que Alexandre Kalil é um mito. Falastrão, birrento ou ignorante, o turco é um sucesso onde vai. Ele pode ter saído do Galo, mas é impossível o Galo sair do turco. Entrevistado pelo programa Fox Sports Rádio, da Fox, o ex-presidente e futuro presidente atleticano abriu o verbo.

Falou, de forma transparente, sobre os afastados Jô, André e Emerson Conceição; sobre R10 e Anelka; sobre tentativas para contratar Adriano Imperador e Tite e, claro, sobre a tremedeira azul diante de seu maior rival. No caso, seu maior terror.

Presidente ou não, o fato é que o turco me representa. Sem papas na língua, vai direto ao ponto, sem rodeios, e fala o que pensa. Sem medo de desagradar, sem vontade de agradar. Sempre foi assim, desde a época em que ainda era do Conselho e apenas o filho do Elias, o maior entre todos os presidentes alvinegros até então.

Enquanto esteve no Galo, bateu de frente com cartolas rivais, com redes de televisão e, para meu maior delírio, com a CBF. A repercussão da entrevista comprova que mais do que a mim, ele ainda representa a maior e mais apaixonada torcida de Minas. E ouso dizer: sempre representará. Está eternizado na história do alvinegro mais amado do mundo.

Kalil nunca primou pelo equilíbrio e seu jeito torcedor de conduzir as coisas sempre incomodou a tudo e a todos, menos aos atleticanos. Foi nosso representante lá dentro e a certeza de que o clube seria tratado como um ente querido. Pois é assim que vemos o Galo: como um membro da família. A quem amamos incondicionalmente.

Sempre bateu no peito para dizer que “Aqui não. Aqui é Galo”. E com ele na área, ficou difícil de passarem a perna no Atlético como em outros tempos. Há quem diga que, em contrapartida, a CBF passou a prejudicar ainda mais o Galão da Massa.

Que nada! Essa turma nos prejudica desde sempre, com ou sem Kalil. Prejudicar o Galo é hobby para essa entidade que não merece meu respeito. Foi assim na década de 80, na década de 90, nos anos dois mil e sempre será.

Kalil é daqueles que chegam chegando mesmo. Deixa rastro, faz história. Prova maior de que foi um baita presidente, além dos títulos conquistados, é o fato de a turma do ‘ladilá’ da lagoa ter pavor dele. Tremem quando jogam contra o Galo, tremem quando avistam o turco.

E essa história de tremedeira é coisa antiga. O lateral-direito Paulo Roberto Costa já havia dito isso. Jogou primeiro lá, depois se redimiu e veio pro lado saudável da lagoa. A isso, chamamos evolução. Cravou: lá, eles tremem quando chega o clássico. A isso, chamamos verdade.

Embora confiante de que Daniel Nepomuceno vá fazer história na presidência do clube, a Massa, inegavelmente, lamenta o fim da ‘Era’ Kalil. Como alento, fica a certeza de que é apenas um até breve.

Por mais que ele teime em dizer que se afasta de vez, sabemos que não dará conta. O coração dele é alvinegro apaixonado e não aceitará a distância. Vem pra arquibancada enquanto descansa, Kalil. A Massa te acolhe de braços abertos.

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