Felipe, você não entendeu o que é o Palmeiras.

Ah, Felipe, é tão fácil ser idolatrado nesta casa…

E que chance você teve!

Teve tudo para reescrever sua história no futebol brasileiro e apagar da sua imagem os borrões que a maculam desde 2010. Se bem que algumas dessas manchas são de fato indevidas, como a da própria derrota na Copa do Mundo da África, injustamente atribuída a você.

Se você é daqueles que não fazem média com ninguém, por que então fazer logo com a gente? Se soubesse que no Palmeiras não é preciso “jogar pra galera”, que basta jogar apenas POR nós, certamente o fim seria outro.

Mas, antes de qualquer coisa, digo que gostei da contratação. Deixei de lado o soar das cornetas do tipo “Ele é marketeiro”; Tem vários parafusos a menos”; “Vai ser expulso todo jogo”; Criar picuinha de vestiário…”.

Apesar dos pesares, decidi apostar. Afinal de contas, o resgate do Palmeiras passa, inevitavelmente, pela agressividade do projeto iniciado a partir do quadragésimo ponto conquistado no último jogo de 2014. A sua vinda apenas daria sequência à “ousadura” já presente na contratação do Dudu, ou na fechada de porta na cara do Barcelona, que queria nos tirar o Mina antes da hora.

Então, veio sua primeira entrevista coletiva. Fala forte, impactante, polêmica acima de tudo. Um pouco artificial; o conhecido marketing entrando em cena. Fez até uma previsão, que só não foi totalmente confirmada meses depois apenas porque você errou o tipo de golpe . No lugar do prometido tapa, entrou um baita de um cruzado na cara do uruguaio.

Confesso que me incomodei um pouco com esse seu cartão de visitas. É que o Palmeiras não precisa de nada disso. Definitivamente, não é da nossa essência ter de bater na cara de alguém para conquistar as nossas coisas. Também era desnecessário comprar briga com a imprensa, como você fez logo de cara.  Isso porque nós sabemos que a relação do clube com os “jornaleiros” nunca foi boa e essa “guerra” existe desde que o primeiro microfone esportivo foi aberto neste país.

De qualquer forma, entendi que se tratava do “Pacote Felipe Melo” e que aos poucos você compreenderia que tipo de instituição estava representando.

Ora, o clube é autoexplicativo.

Basta vestir a camisa e pisar pela primeira vez no Allianz Parque lotado para devidamente se situar no universo mágico em que se está entrando! Nossa torcida é capaz de fazer coisas que nenhuma outra faz, Felipe.

Somado a isso, tem-se a total profissionalização do departamento de futebol. Não há mais espaço para desregramento, excessos ou descomedimento. Que dirá então da insubordinação que ouvi em uma das redes sociais que tanto ama? Logo, não haveria lugar mais apropriado do que o Palmeiras para adestrar o Pitbull repatriado.

O problema é que você não entendeu, Felipe. Parece que não sabia onde estava. Certamente não leu o belíssimo livro que o Mattos lhe entregou no dia da sua apresentação. Bastava um simples deitar d’olhos logo nas primeiras páginas para saber como é fácil ser Palmeiras!!!

A nossa história é linda, Felipe e está tudo ali, naquelas linhas. Neste livro está a decodificação do DNA da Sociedade Esportiva Palmeiras e aquele que recebe o Codex Vitae Palmeirense tem a chance, única, de saber o que é ser Palmeiras!

Só que você rejeitou a maravilhosa mutação genética de ser Palmeiras e escolheu permanecer sendo apenas Felipe Melo de Carvalho. O do Flamengo, da Internazionale, da Juventus. Talvez você seja mesmo aquele da Copa de 2010… Perdido em meio ao seu temperamento, em toda sua falta de temperança.

Você jamais foi o prometido Felipe Melo, do Palmeiras!!!

Foi uma pena, Felipe. Pra você…

Avanti.

Imagem: gazetapress.com

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