Festa no interior!!!

O gol aos 50 minutos marcado contra o Jorge Wilstermann não significou só os 3 e importantíssimos pontos ganhos na Libertadores.

Ele serviu para remodelar o espírito dessa equipe. Para saberem os jogadores novos que o Allianz não parará de pulsar até que o árbitro acabe com o jogo, ou até que o Palmeiras vença.

Ele serviu para começar a mostrar para cada jogador que chegou o que é o Palmeiras. E eles estão de fato entendendo o que é jogar aqui!

Ontem, mais uma prova.

Antes de mais nada, é preciso destacar que a nossa campanha contra os times do interior é excelente.

Computada a vitória do último domingo, já são 6 triunfos contra os simpáticos clubes que ajudam a manter o futebol paulista vivo.

Sim, porque esses clubes existem para revelar os jogadores que posteriormente servirão às maiores equipes do Brasil e do mundo.

Na Argentina também existem diversos clubes assim, que sobrevivem da venda anual de suas joias, como o Chacarita e o Argentinos Juniors, por exemplo.

Sobre a partida de ontem, soubemos jogar da mesma forma como enfrentamos Red Bull e Linense, fora de casa.

As dificuldades foram as mesmas, ou seja, estádio acanhado, campo com dimensões inferiores às estabelecidas pela Fifa, torcida bem próxima ao gramado. Se bem que não se pode dizer que sofremos pressão dos torcedores adversários, porque historicamente se sabe da baixa frequência de público nos jogos no interior.

Causa estranheza também o fato de incluírem esse jogo na lista daqueles que devem ter torcida única.

Ora, se pode ter torcida adversária contra o Ituano, a Ponte Preta e o Mirassol, por que não ontem???

Com a bola rolando, conseguimos neutralizar durante boa parte do tempo as investidas dos melhores jogadores deles. Time do interior sempre tem um camisa 10 arisco e um centroavante veterano, né…

Mas, num bate e rebate dentro da área a bola acabou sobrando e eles abriram o placar.

Então, entrou em cena o professor Eduardo que, a exemplo dos jogadores recém chegados, também já entendeu o que é pisar na área técnica de Brandão, Scolari e Luxemburgo.

Meteu 5 atacantes pra cima dos caras e viramos o jogo!! Na raça, no coração e na camisa!!! Como Palmeiras!!!

Merece também destaque o Felipe Melo. Não apenas pelo que quase sempre joga, mas também pelo que sempre fala.

No apagar das poucas luzes do estádio, dançou, beijou escudo, provocou a caçarola de pressão de 5 mil pessoas e fez questão de pedir “para não deixarem o futebol morrer…”

Essas declarações e atitudes do Felipe, que para muitos há 20, 30 anos eram classificadas como irreverência, folclore e manifestação da pura malandragem típica do futebol brasileiro, hoje, para muitas destas mesmas pessoas,  significam falta de respeito, prepotência e arrogância… E essas mesmas pessoas são as que se ressentem da morte do futebol daquela época. Vai entender, né…

O fato é que criticam o Felipe Melo, mas todos gostariam de ter um Felipe Melo em seus times.

Se é marketing pessoal dele? Pode ser que seja… Não me iludo com quem beija o escudo do Palmeiras e acredito que ele faria exatamente tudo igual defendendo qualquer outro clube do Brasil e do mundo, como de fato fez por onde passou.

Mas, é melhor vê-lo fazendo isso aqui, do que aí…

Avanti.

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