FRED, obrigado por tudo. Vá com Deus!

Na tarde da última quarta-feira (8), o torcedor tricolor sentiu um frio na espinha (tanto na dele como no da equipe), com a bombástica e fúnebre notícia da ida de seu maior ídolo dos últimos anos. Estaria Fred negociando com o Galo mineiro.

E quem foi dormir cedo, acordou com o a triste realidade de não poder mais contar com o seu maior artilheiro. Apesar de a história dizer que ele é o terceiro que mais fez gols pelo Flu, eu o considero o maior de todos, até porque não vi os outros jogar, pois sequer era nascido.

São muitas turbulências na cabeça do torcedor. Há pouco mais de um ano, o desligamento da patrocinadora que fez o clube ressurgir das cinzas e o colocou novamente no seu devido lugar com dois títulos brasileiros.

Todos achavam que seria o fim. O clube estava fadado a lutar pela sobrevivência de permanecer na série A. E não foi muito diferente disso. Em 2015, após um primeiro turno confortável, um segundo para esquecer. E nos livramos apenas na s duas últimas rodadas. Ufa, que alívio!

Muitos jogadores, que eram bancados pela antiga patrocinadora, preferiram buscar novos ares, mas Fred, a estrela maior da companhia, resolveu ficar e mostrar que estava fascinado pelas cores que traduzem tradição. Ele era tricolor de coração.

Virou líder nato de uma turma que, ainda jovem, busca um lugar ao sol. Brigou, chorou, se emocionou e emocionou a todos com a sua fidalguia. Chamou para si toda a responsabilidade de um clube tantas vezes campeão. A cada gol, uma dedicatória de amor eterno ao pavilhão tricolor.

Teve momentos ruins, principalmente ao defender a fatídica e melancólica seleção de 2014. Injustamente foi o maior alvo da torcida brasileira, que o apelidou de cone. Cone esse que, no mesmo ano, com menos jogos, ainda sim terminaria como o artilheiro do Brasileirão. Cone esse que, após dois anos do fracasso, ainda desperta interesse dos maiores clubes do Brasil.

Porém, a responsabilidade e liderança lhe subiram demais a cabeça e o fez pensar ser maior que a entidade Fluminense. Nos últimos momentos, achava-se indispensável e imprescindível para a continuidade do clube. Como simples mortal achou-se no direito de querer se tornar como um deus.

E fazendo um paralelo com uma frase de um ex-técnico dele, ‘a soberba e a prepotência punem’. Com a chegada de um treinador mais renomado que os últimos, não soube calçar as sandálias da humildade e bateu de frente com  a hierarquia da instituição.

Faltou bom senso e respeito à torcida, aos companheiros, à diretoria e, em especial, ao Clube. Perdeu-se na sua soberba. Ficou de birra, como uma criança. Perdeu espaço e admiração por uma coisa tão banal. Tava na cara que o time não deslanchava. Não havia boa vontade por parte de muitos.

Fred, Frederico, Dom Fredom… Sentiremos muito orgulho de seu tempo como o maior artilheiro do Fluminense. Conquistamos algo que há muito não nos era possível. Sofremos e quando tudo parecia perdido, você estava lá e resolvia tudo como um bom e velho guerreiro.

Seria muita ingratidão de nossa parte não reconhecer seus méritos. 172 gols em 288 jogos não é pra qualquer um. Realmente é pra ficar na história. Talvez daqui uns 50 anos possa surgir outro que até faça mais gols que você. Daí alguém vai dizer que esse outro foi o melhor.

Mas no momento, só posso agradecer por tudo que fez por nós torcedores. Alguns não o queriam nas Laranjeiras. Apenas alguns, pois a maioria, com certeza, sentirá muito a sua falta. Só espero que tenha piedade de nós quando tiver que nos enfrentar. Seria muito triste perder um jogo em que o gol saísse do maior ídolo do tricolor nos últimos anos. Vá com Deus!

 (Crédito da Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

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