Galice no País das Ilusões

Salve Nação Azul!

A história se repete.
Mais uma derrota para o Cruzeiro e a choradeira da torcida emplumada alcança níveis gigantescos no imbecilímetro.

Mas a coisa está piorando, exacerbando, saindo do senso comum e entrando no campo das invencionices.
Voltando às ilusões e devaneios, um terreno em que eles quase sempre viveram e para onde estão retornando após alguns anos de luz e lucidez.

Lembram-se da Alice no País das Maravilhas?
O torcedor cor-de-rosa de Vespasiano está ‘tipo isso’…

A menina entediada resolve seguir um coelho apressado e cai com ele dentro da Toca (Cair? Na Toca? Já ouvi essa história antes…)
E por lá ela encontra um chapeleiro maluco, um gato falante, um exército de cartas…

Um mundo de fantasias tão reais que ela nem percebe que era um sonho.

Pois é.
De domingo para cá (e olha que só se passaram três dias), o mundo deles caiu.
Acho que é o tédio.
Caso eles tivessem pelo menos um jogo nesse meio de semana como nós tivemos, talvez a ressaca da sétima cachaça seguida sararia mais depressa.

Vejam bem; vocês tanto quanto eu devem ter ouvido essa semana que:

– Quanto tá valendo, tá valendo?
Uai? Sete jogos sem valer?

– Estou falando de domingo, não do passado.
Claro, porque se for falar do passado vamos ter que falar de Adilson Batista e sua trupe, e seus trocentos jogos de invencibilidade frente às Frangas.

– Se o Fred seguisse em campo, a história era outra!
Nessa cabem duas soluções: a primeira é pedir que ele tome seu tarja preta antes do jogo.
A segunda é lembrar que no Brasileiro do ano passado, no caixotinho do Horto, ele jogou o tempo todo. E perdeu.

Mas o nível mais elevado de ilusões é quando perdem a razão e, como nos tempos de Ziza Valadares Presidente, começam com as mais esculhambadas satisfações para desviar o foco.

Por duas vezes nesses três dias me vi conversando com torcedores emplumados sobre 9×2 e sobre rebaixamento do Cruzeiro.

Isso é para mim como explicar a viagem do homem à Lua há quase 50 anos atrás.
Não sei você, caro leitor.
Mas eu não acho que o homem foi à Lua.

Explico-me: sou como São Tomé e, enquanto perdurarem dúvidas sem explicações, eu não aceito os fatos goela abaixo.
E sou chato.
Discuto mesmo.
Argumento mesmo.
Questiono muito.
Até o cara se doer.

Se o homem foi à Lua, porque não voltou lá?
Há tanta tecnologia a mais hoje em dia.
Se o homem foi à Lua e lá é quase livre de gravidade, porque a bandeira dos EUA tremulava?

Se há o 9×2, porque ninguém duladilá se esclarece sobre em qual campeonato foi?
Como o jogo ocorreu em 1927 no tal campo da Alameda se esse foi inaugurado em 1928?
Porque esse jogo só passou a ter vida após os 6×1 eternos no dia do rebaixamento que não ocorreu?

Por falar em rebaixamento, outra história que eles cospem ao vento é o tal descenso do Cruzeiro no Mineiro de 1925, jogando a segundona em 26.
Não havia futebol profissional nessa década, senhores.
O Cruzeiro, brigado com a LMDT por ter ido disputar um amistoso em São Paulo, resolveu disputar outra liga, a da AMET.
Outro fato: em 1925 o Cruzeiro foi vice-campeão da LMDT, ou seja, impossível ter sido rebaixado.

Mas deixa estar.
Eu prefiro assim!
Que eles sigam enfileirando bobagens e invencionices.

Enquanto a Galice estiver no País das Ilusões, o time seguirá pinguela abaixo.
Apanhando do Cruzeiro e aumentando a lista de desculpas esfarrapadas.
Até se repetir num rebaixamento, o auge de seus incontáveis vexames.

Eu estarei vivo para aplaudir!
Tudo escrito, regulamentado, registrado.

Diferentes das invencionices da (des)sabedoria popular…!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

Foto: Rodrigo Lima – Uol

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