Gaúcho: O goleiro da camisa 9!!!

O Palmeiras, além de ter instituído no seio do futebol brasileiro a Academia de Futebol, ele ainda abriu uma ala específica: A Notória e Imortal Academia de Goleiros.

Das traves da Pompéia saíram personagens eternos da “posição mais ingrata do nosso esporte”, sendo alguns deles, com o eventual perdão do esquecimento de outros: Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes, Emerson Leão, Sérgio, Veloso, Marcos, e o recém Acadêmico Fernando Prass.

Isso é fato!!! Existe a Academia de Goleiros, assim como existe o Primeiro Título Mundial  de Clubes de 1951, queiram os “reacionários” ou não queiram… rsrs.

Acontece que a conversa hoje é triste.

É, perdemos Gaúcho. Um centroavante.

Comecei falando da Academia de Goleiros porque houve uma passagem histórica, em que os papéis se inverteram, e isso precisa ser registrado.

O ano era 1988.

Foi então que Zetti, também membro de nossa Academia, mas que de forma absolutamente justa acabou notabilizado como ídolo rival, quebrou a perna em um jogo no Maracanã, contra o Flamengo.

Naquelas fórmulas estranhas e não raras dos nossos campeonatos, o jogo não poderia ficar empatado, então, tudo seria decidido nos pênaltis. Terminou 1×1.

E, sem Zetti, nos restava improvisar algum jogador de linha no gol, pois àquela altura do jogo já haviam sido feitas todas as substituições permitidas.

E lá foi ele. Gaúcho! O nosso centroavante. Lá foi ele, com a missão contraditória de impedir o que sabia fazer de ofício: O gol.

Iria enfrentar Bebeto, Aldair e Zico nas penalidades.

E sozinho.

O goleiro – no caso centroavante – sempre é sozinho.

Pois nessa solidão, vezeira dos arqueiros, o centroavante Gaúcho defendeu 2 pênaltis!!!! De Aldair e … de Zinho!!!

Simplesmente heróico!!!!

Vencemos o jogo na casa do adversário e o centroavante Gaúcho, quem diria, desde então passou a fazer parte do distinto grupo dos pegadores de pênaltis de Palestra Itália!

Eu posso não ter visto este jogo ao vivo, Gaúcho, pois tinha apenas 3 anos de idade, mas sei da história. Cresci ouvindo isso do meu pai, esse sim, que assistiu pela TV, perplexo, a história de um centroavante-goleiro que calou o Maracanã!!!! E gosto muito dessa passagem, sempre pergunto dela. É a história do nosso clube, oras!

E você faz parte dela, saiba disso.

Guardarei essa camisa 9 – que por um dia foi a 1 – com todo o orgulho, pra sempre!

Obrigado, Gaúcho!!!

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