Hoje eu lhe entendo…

Ah futebol, me apaixonei por ti desde a época onde ia assistir meu Corinthians no Pacaembu na adolescência. Lanche de pernil ou churrasquinho na praça Charles Miller, sem policiais para incomodar os comerciantes.

Entrava no estádio, e via aquela torcida linda com bandeiras no mastro, voando de um lado para o outro. Não digo que vi torcedores rivais se abraçando e dividindo arquibancada, como saudoso meu avô me dizia em toda vez que conversávamos de futebol. Ele me dizia fervorosamente, que o futebol estava chato, muito profissional.

Não vi nos estádios, muitas das lembranças de meu avô torcendo por seu Palestra Itália nas décadas de 60 e 70. Mas ao mesmo tempo, eu vi o Viola, então jogador do Corinthians imitando porco na final do paulista vencida pelo Palmeiras em 93. Vi o polêmico Edmundo rebolando a “dança da bundinha”, na frente do seu parceiro fora dos campos, Gonçalves na final do Carioca de  97 (Aliás, essa para mim, a melhor campanha que vi um atacante fazer em um ano no Brasil, Edmundo em  1997) sem ser hostilizado pela mídia ou ser acusado de homossexualismo e muito menos sem ser punido pelo STJD.

Vi Discussões intermináveis entre Vampeta e jogadores do São Paulo antes de uma decisão, sem criar a polemica que foi o terceiro amarelo forçado do Valdivia este ano na série B. Sim, hoje vivemos em uma época, onde o futebol vem perdendo sua essência que é a alegria dos torcedores.

Neste próximo sabado, teremos o dia das crianças e o presente que gostaria de dar as crianças que um dia vão amar um clube assim como amo e principalmente que vão amar o futebol acima de tudo, seria trazer de volta um pouco deste pedaço do futebol, que foi esquecido no passado.

É meu avô, hoje eu entendo muito bem o que o senhor sempre me disse.

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