Impossível? Bem, vejamos…

A ferida provocada pela decepção da primeira partida semifinal começa a cicatrizar aos poucos. É preciso erguer a cabeça e encarar a realidade de peito aberto…

O São Paulo foi longe até demais pelo elenco limitadíssimo que possui. Como todos sabemos, temos um time competitivo do 1 ao 11 (ou melhor, do 2 ao 11). Caso perdêssemos alguma peça, seria complicado. E perdemos. Talvez a principal das peças. O cara capaz de fazer o diferente.

Além dele, perdemos o desafogo do time, o ‘joga lá na frente que o Kelvin se vira’. Como se já não bastasse, praticamente perdemos também nosso lateral esquerdo, tão importante na trajetória, que apesar de estar em campo, sua condição física e ritmo estavam a léguas de distância do ideal.

E sem o cara que para a bola e busca o espaço, sem o cara que arma uma correria pra cima da defesa adversária e sem laterais eficientes, nosso artilheiro viu-se abandonado em meio aos colombianos.

Bauza, que convenhamos, vinha tirando leite de pedra até então, falhou ao não relacionar Luiz Araújo. Por mais inexperiente que seja o garoto, entrou com personalidade e foi o melhor em campo no clássico diante do Santos. Era quem melhor poderia substituir Kelvin, armando um salseiro na defesa do Atlético Nacional. Sentiria o peso? Talvez, mas haveriam mais de 60 mil para empurrá-lo. Sem ele, não tínhamos nenhuma opção para mudar o jogo.

Bauza falhou novamente ao não colocar Lugano imediatamente após a expulsão de Maicon, que, aliás, foi inacreditavelmente injusta. Eu só imagino o dia que veremos uma expulsão como essa na Bombonera. JAMAIS.

Voltando ao Bauza, realmente não entendo o motivo de não entrar o Lugano para recompor a zaga. Justo ele, famoso por ser copeiro, por fechar a casinha. Naquele momento, diante da partida ruim que fazíamos, e a partir dali com um a menos, o 0x0 seria excelente. Jogaríamos pelo empate lá, seja com gols ou sem. Com gols, finalista; sem gols, pênaltis. E sempre vivos…

Maldita Copa América.

Se as semifinais fossem logo na sequência da partida de Belo Horizonte, nossas chances seriam muito maiores. O time vinha em plena ascensão, o clima era contagiante, não tínhamos lesionados…

Agora é juntar os cacos e ir para Medellin visando ganhar o jogo. A classificação é consequência, mas uma vitória já fecharia uma honrosa Libertadores para este time limitado, que chegou até lá com muito brio e na camisa que pesa meia tonelada.

Sinceramente, e com uma dor latente no coração, digo que não acredito na classificação. Mas o amor bandido que sentimos nos faz acreditar. Todo momento que penso que já era, tem aquele 1% vagabundo me dizendo ‘1×3 é nosso’.

E se por acaso a nossa paixão Libertadores quiser mesmo nos dar um toco, a única certeza é que ainda nos apaixonaremos muitas e muitas vezes…

Como eu te amo, Tricolor!

 

Imagem: WILLIAM VOLCOV/FOLHAPRESS

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