Inacreditavelmente M1TO

Inacreditável! Essa é a palavra que mais se aproxima da melhor definição para a épica atuação de Rogério Ceni, no Chile. Inacreditável! Há muito tempo não se via uma partida tão magistral de um arqueiro. Vou além, poucas vezes se viu na história do esporte bretão algo como ontem. Gordon Banks, Rodolfo Rodríguez e Zetti, lendários fazedores de milagres, também encheriam o peito para exclamar: Rogério Ceni!

A partida, contra o vice-campeão da América de 93, foi simplesmente coisa de louco. Aos 23 minutos do primeiro tempo, o placar já apontava 2 x 2. Falha de marcação do fraco Rodrigo Caio e gol da Católica. Pivô espetacular de Aloísio e golaço Tricolor. Escorregão de Douglas (novidade!) e gol da Católica. Enfiada de maestro do Ganso e mais um gol do inspirado Boi Bandido para o Tricolor. E o primeiro tempo ainda teve bola na trave e milagres do M1to.

Milagres e mais milagres de Rogério Ceni até uma ótima assistência de Aloísio e um belo gol de Ademílson (Ufa! Ele acertou uma!). Pênalti para Católica. Adivinha de quem? Se você disse Douglas, você é um gênio. Tudo empatado novamente. Mais milagres de Rogério.

De uma triangulação perfeita entre Maicon (bela partida após a besteira de domingo), Ganso (aquele meia que tanto esperávamos) e o eficiente Welliton, saiu o quarto gol que fechou o caixão católico. Ah, ainda teve tempo para mais milagres de Ceni.

Vale ressaltar que, apesar da bravura do time, tomamos 3 gols e o Rogério foi o total destaque do jogo. Se não fosse ele, poderíamos ter tomado 5, 6, 7 em uma atuação trapalhona do sistema defensivo. Tudo bem, nós temos Rogério! Não sei por quanto tempo mais, mas temos.

Obrigado, Rogério Ceni! O maior ídolo que um clube brasileiro já teve. E eu tive a oportunidade de acompanhar toda sua carreira. Sou um privilegiado.

*Nota: Chupa Pato, seu enganador! Meses atrás, após converter seu pênalti contra o M1to, fez sinal de silêncio. Hoje, o M1to se consagrou ainda mais na história do futebol mundial. E você, que nunca decidiu nada, em um novo pênalti, mostrou o abismo que separa a qualidade e profissionalismo entre os dois.

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