Joga ou não joga?

Contratado no início do ano, o atacante argentino Lucas Pratto chegou ao Galo para ser o principal nome do time na temporada. Com o status de melhor jogador do futebol argentino na última temporada e a responsabilidade enorme de fazer a Massa esquecer o inesquecível Don Diego. E mais: ajudar o clube a manter a boa fase.

Em 2012, ficamos com o vice nacional, graças à ação da CBFlu, entidade que comanda o futebol brasileiro e que resolveu (mais uma vez) presentear a turma das Laranjeiras. De lá para cá, foram três grandes títulos: Libertadores em 2013 e Recopa Sul-Americana e Copa do Brasil em 2014. Depois de intermináveis anos, os deuses do futebol resolveram se desculpar com os atleticanos e vestiram o manto alvinegro. Para não tirar mais.

Foram eles que agiram quando o pé esquerdo salvador de Victor brecou Riascos, que partira para a bola. É responsabilidade deles também o escorregão bonito por natureza do atacante paraguaio, quando São Victor já estava batido e a transformação do classificadaço rubro-negro na nossa nega chamada Flamengo. Teve de tudo nestes dois anos. E a Massa, que já era chata e bipolar, agora é mais exigente ainda. Mal acostumada, quer caneco toda hora. Não que seja melhor do que mulher, mas que é bom é. Ninguém duvida.

Difícil então a missão do argentino que exala gol, não? Não. Desengonçado para muitos, urso matador para outros, Pratto tem sido ‘o cara’ do universo alvinegro em 2015. Com ele em campo, o aproveitamento é de mais de 70%. O Mineiro, que a turma da Enseada das Garças chama de rural quando não ganha, está na fatura já. Ficamos pelo caminho na Libertadores, quando nossa zaga resolveu ser a mãe do ano em dois jogos diante do Internacional.

Mas estamos muito vivos no Brasileirão. Na liderança há seis rodadas, com o melhor ataque da competição e uma das melhores defesas. Com 11 vitórias em 17 jogos. Com Pratto brigando pela artilharia. Depois de liquidar as Marias em pleno salão de festas da Pampulha, ainda pelo estadual, e deixar o Fábio chorando (não exatamente de costas), ele atropelou os bambis – as Marias do Tietê – com três gols e uma exibição digna de lotar salas de cinema. Coisa que o atleticano sabe fazer muito bem, diga-se de passagem.

Com cheiro de gol, Pratto conquistou a Massa. E a manutenção da liderança no Brasileirão passa pela sua recuperação. Desfalcado de seu matador, o time foi irreconhecível em Goiânia e não saiu do zero a zero contra o Goiás, que luta contra o rebaixamento. Desde então, a pergunta que circula por Minas Gerais é uma só: Pratto joga contra o Grêmio? Ele treinou normalmente e se disse pronto para o embate, que promete ser uma final. Em entrevista, disse que depende de Levir o seu aproveitamento nesta quinta-feira.

Sendo assim, eu não tenho a menor dúvida em afirmar, categoricamente: Pratto não joga! Ele dá show!

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