Lambendo as feridas

Está difícil escrever atualmente sobre o Internacional.

Antes o time estava em crescimento, faltando apenas alguns ajustes e disputando uma semi-final de Libertadores da América. Quase todo revés no Campeonato Brasileiro poderia ser aceito com a desculpa de que a prioridade era o campeonato continental.

Porém, em apenas uma partida contra o Tigres, a realidade mudou completamente. O Inter começa a vender alguns jogadores para poder quitar suas dívidas, quase não tem chance de ser campeão brasileiro e não dá amostras de que poderá ser campeão da Copa do Brasil.

Gosto do técnico Diego Aguirre, mas o fato é que ele tem errado tanto na escalação do time quanto nas substituições durante as partidas. Todos sabem que o plantel do Inter está envelhecido, mas fazer esse rodízio frequente de jogadores impossibilita o entrosamento, algo essencial para forjar um time campeão.

O grande mérito de Aguirre foi “encaixar” o time no 4-5-1 com dois jovens velozes, Sasha e Valdívia, abertos pelas pontas possibilitando rápidos contra-ataques e arremates de longa e média distância.

Depois de encontrar a melhor formação, Aguirre decidiu mudar para o 4-4-2 após a lesão de Sasha, escalando Lisandro Lopez ao lado de Nilmar no ataque. Aguirre mostra que não se prende à esquema tático e prefere escalar os melhores jogadores mudando de esquema.

Porém no 4-4-2, D’alessandro não joga centralizado onde mais rende e é obrigado a marcar o lateral adversário. O 4-4-2 de Aguirre não é o clássico conhecido no Brasil com um quadrado no meio-campo. Aguirre posiciona o time com duas linhas de quatro isolando os atacantes. Com os meias bem abertos, fica um espaço enorme no meio-campo e muitas vezes o Inter fica obrigado a fazer “ligação direta” da defesa para o ataque.

Mas o problema do Inter não é só no ataque. Com a iminente venda de Aránguiz para a Europa, Anderson ocupará seu lugar pronto para entregar o ouro pro bandido quando mais precisarmos dele. Pra piorar, nossa defesa não passa nenhuma confiança. Os laterais são muito jovens e inexperientes e não temos nenhum zagueiro incontestável.

Resta ao Inter se reorganizar, mesmo com Aguirre no comando, e para isso o presidente Vitorio Piffero terá que vetar essa história de rodízio e exigir um esquema tático definido, treinando o time titular e o reserva no mesmo esquema.

Não vai demorar muito para o Inter dar a volta por cima e essa reviravolta já tem local e data marcada: Dia 09/08 na arena OAS, quando enfrentaremos mais uma vez aquele time que “comemora” mais nossas derrotas do que suas sofridas vitórias e que não sabe o que é levantar uma taça a quase 15 anos.

Imagem: http://esporte.uol.com.br/futebol/

 

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