Lazio vs Livorno – Uma guerra política.

Não é apenas um jogo de futebol. É um confronto de ideologias políticas. Quando os dois times se enfrentam o jogo torna-se uma guerra política.  Segundo sites italianos esse confronto é um dos mais violentos da Itália.

Ainda hoje a polícia considera o confronto de extremo risco e coloca-o como o mais perigoso da Itália.

 

Lazio

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É o clube do coração do Benito Mussolini. Ainda hoje os torcedores exibem faixas com seu rosto e gritam, “duce ou dux”, em sua homenagem. Bruno Mussolini, seu filho, foi presidente da Lazio.

A música “Faccetta nera”, hino fascista, praticamente tornou-se hino desses torcedores.

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Em 1998, os ultras chocaram o mundo quando exibiram a faixa antissemita com os dizeres “Auschwitz vossa pátria”, “os fornos vossas casas”. Uma referencia a um campo de concentração na Polônia, o qual, foram mortos milhares de judeus em fornos e câmaras de gás.

Paolo Di Canio, ex-jogador da Lazio e ídolo do clube, foi multado várias vezes por fazer gestos fascista em suas comemorações. Ele sempre deixou claro seu apoio a Mussolini e chegou a abrir mão de seu salário de 900 mil, na Inglaterra, para voltar a Lazio e receber 250 mil.

 

  Livorno

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É o time conhecido como “futebol operário e comunista”.
A cidade de Livorno é onde foi Fundado o PCI (Partido Comunista Italiano).
Seus torcedores cantam hinos comunistas, exibem bandeiras de Cuba, outras vermelhas com a foice e o martelo, além de exibir o rosto do Che Guevara e Fidel Castro. Em alguns jogos é possível ver mais bandeiras vermelhas que bandeiras do próprio clube.

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Há cerca de dez anos, metade dos membros da torcida “Brigada Autônoma Liveronese” foram punidos e proibidos de entrar no estádio, porque comemoraram o acesso a série A, destruindo a sede do partido de direita de Livorno.
Cristiano Lucarelli, ídolo do Livorno é comunista assumido, já recusou convites para jogar em equipes maiores, por serem equipes com outro posicionamento político. O jogador comemorava seus gols com o braço erguido e o punho fechado (gesto comunista). Ele chegou a usar camisa com o rosto do Che Guevara por baixo do uniforme da seleção italiana e exibi-la após um gol.

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