Leite vencido ou pimenta caseira?

Neste dia 18, o Tricolor conhecerá seu gestor para o próximo triênio. Foi também em um dia 18, há exatas 137 semanas, que o último presidente adorado por todos os torcedores chegou ao ápice de seu mandato e coroou a retomada do caminho de glórias do São Paulo Futebol Clube com o título Mundial – o terceiro – diante do Liverpool.

O saudoso Marcelo Portugal Gouvêa foi idealizador do Reffis, referência mundial na recuperação de atletas, construiu o CT de Cotia, excelência na formação de jovens promessas, e ainda resgatou as finanças do clube.

No campo, bancou o desacreditado Lugano como o “homem do presidente”, ganhou Paulista e Libertadores, além do triunfo em Yokohama e colocou o São Paulo novamente no topo do mundo.

Com a casa arrumada, seu sucessor tinha tudo para trilhar sua rota de sucesso. E o início foi avassalador: inédito tricampeonato brasileiro logo em seu primeiro mandato. Incrível! Estaria ali se desenhando quiçá o maior presidente da história. Estaria…

A soberba, entretanto, infestou os corredores do Cícero Pompeu de Toledo. O modelo de gestão transformou-se num modelo de auto-promoção, ego e vaidades. Corriqueiramente a expressão ‘O meu São Paulo’ era pronunciada em declarações do então presidente Juvenal.

O São Paulo ‘dele’, entretanto, nunca deixou de ser o meu, o seu e o dele. Mas foi-se transformando em cada vez mais ‘dele’ – e de sua corja.

Tanto que reformulou-se o estatuto do clube para que o São Paulo ‘dele’ permanecesse ‘dele’ por um incoerente e golpista terceiro mandato.

A ‘doença’ pelo poder transformou-se em doença física, e o Tricolor viu-se monopolizado, ditador, afundado em dívidas e jogado às traças. Tudo isso em menos de 10 anos.

O time de brio e vencedor que outrora alcançava o topo passou a sucumbir para rivais e nanicos. Já com a imagem totalmente deteriorada, ainda conseguiu eleger seu sucessor (o qual me reservo o direito de nem citar o nome) que viria a ser o pior presidente da história do clube. E isso porque a lava-jato nem chegou perto, senão era dali pro xilindró no Uber mais próximo…

Caía, então, no colo de Leco a tão aguardada chance de sua vida. E até acho que tenham existido pontos importantes em seu ano-e-meio de mandato, mas uma conivência com o pior resultado da história do clube diante do rival, da interminável apatia no brio da equipe, além da total ineficácia nos resultados deixam a certeza de que é necessária uma mudança urgente.

Pensar que Pimenta seria o salvador da pátria é utopia. Sua gestão vitoriosa já completa 25 anos. Nesse tempo, o futebol mudou tanto, tanto, tanto, que hoje o clássico tem torcida única, o celular é computador e o São Paulo é time mediano. Dá pra acreditar?

Inegavelmente a época de Pimenta mudou o São Paulo.
Quem sabe um presidente com alma vitoriosa seja a solução dos males intermináveis que vivemos…

 

 

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