Lição de casa em noite ensolarada

Enfim, uma noite ensolarada para os mais de 16 milhões.

Fazia tempo. Eu já nem lembrava mais como era golear.
Também já não lembrava mais como era o Morumbi ir pra casa cantando orgulhoso pelas rampas.

Lembrei. É bom!

E assim começamos a sair do buraco que entramos por nós mesmos…

O adversário era fraco? Era. O adversário era semi-varzeano? Era. Era obrigação uma vitória elástica? Era.
Mas quantos times horrorosos não pegamos nos últimos tempos e sofremos? César Vallejo, Oeste, Linense, Rio Claro, Botafogo e até os próprios venezuelanos.

Desta vez, não. Fizemos a lição de casa sem errar uma vírgula sequer. Se não foi uma atuação esplêndida, foi uma vitória do jeito que precisávamos para dar confiança à equipe na dura sequência das próximas semanas.

Com exceção da ‘folga’ diante do São Bento, que define se atuaremos em casa ou fora no confronto com o Audax, pelas quartas-de-final do Paulista, teremos só mata-mata pela frente. River, Audax, Strongest, semi e finais do Paulista (oxalá), oitavas de Libertadores (oxalá 2).

Seis a zero é o que precisávamos para espantar a nhaca que nos vem perseguindo. A cabeça do time muda, a energia da torcida muda, a confiança pra bater um pênalti muda, a pressão no técnico muda e o peso da camisa muda.

Inegável também como o Morumbi é nosso templo sagrado sacrossanto. E como somos diferentes lá. Como passamos uma imagem diferente lá…

Que essa chuva de gols tenha caído para lavar a alma da palavra SÃO PAULO, tão arranhada nos últimos tempos.
E vamos de alma lavada pra todas as decisões.

Próximo passo: ganhar um clássico com autoridade.

Esse é o São Paulo.
Grandioso, temido, implacável.

 

 Imagem: tribunadonorte.com.br

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