Me engana que eu gosto

É duro dizer, mas não dá mais. Esse não é o Galo que conhecemos. Nem dentro de campo, nem fora dele. Em campo, esse ‘me engana que eu gosto’ que está aí não vai nos levar a nada. Sim, eu não acredito! Nessa turma de enganadores que está aí, não. Chega de Robsons e Fredericos. Eles não merecem vestir o manto. Fora dele, um blá, blá, blá sem fim do secretário da Prefeitura/presidente do clube. Não acredito nele também. Chega de Daniels.

Vamos como Jack nos ensinou: por partes. Devolvam o meu Galo de volta. O Galo da raça, do comprometimento, do respeito à camisa e à Massa. É hora de correr com esses medalhões daqui. Robson é um triatleta – pedala, corre e nada! Frederico faz seus gols, mas não está nem aí para a paixão maior dos mineiros. Muito diferente de Ronaldinho Gaúcho e de Pratto.

A Massa sente falta do ‘Aqui é Galo, porra”, do Ronaldinho, do “Chupa, Maria” do Réver, da raça do Donizete e do Pierre, da entrega do Dátolo, do respeito ao manto do Pratto. Dá pra entender? Vieram sim as reposições: um chove não molha danado, representado por Frederico, Robson, Elias, Rafael, Marlone, Valdívia e companhia limitada. Isso não é Galo, porra!

Alguém pode dizer que é preciso ter calma, pois ainda estamos na Libertadores e o Brasileirão não acabou. Estamos em que Libertadores, meu amigo? Fizemos a melhor campanha na primeira fase, mas você acha mesmo que vamos passar pelo River Plate se passarmos pelo Jorge Wilstermann? O Brasileiro não acabou? Ah, sim, pro Corinthians não. Pro Grêmio também não. Pro Galo acabou faz tempo. É fazer os 45 pontos e pensar no ano que vem. Sem Robsons, Fredericos e Daniels.

Chega! Assistimos, recentemente, a uma reconstrução do Galo que nos levou a títulos importantes e momentos inesquecíveis. Não podemos assistir passivamente um bando de frouxos jogar isso tudo no lixo. É preciso gritar aos quatro cantos do mundo a nossa insatisfação com a falta de comprometimento deste grupo que aí está, desde a direção até os jogadores. Perder faz parte do futebol, é claro. Mas o investimento feito nos vendeu a ideia de que ao menos disputaríamos algum título importante esse ano.

E o que vemos é o rompimento de uma história emocionante. Qualquer Vasco ou Botafogo nos bate facilmente. Com méritos, porque lá tem quem corre atrás da bola com sangue nos olhos, como foi aqui um dia. Vamos, depois de cinco anos, assistir a Libertadores pela TV. No controle remoto, ao melhor estilo ‘Maria’. Obrigado, Robsons! Obrigado, Fredericos! Vocês conseguiram. Fazer um atleticano desistir é difícil, imagina toda uma Massa…

Por fim, ainda temos que aguentar esse secretário da Prefeitura com essa fala mansa dele. Acha que engana a quem? Fingir de bravo não o faz parecer o Kalil, meu caro. Há uma distância maior entre vocês dois do que entre Robsons e Ronaldos. Cada entrevista desse cidadão dói o mesmo que um gol do adversário. Chega dessa conversa pra boi dormir!

Foto – gloesporte.com

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