Meus sentimentos, grande amigo Futebol…

Salve Nação Azul!
Salve Nação Alviverde de Condá!
Salve todas as nações do futebol brasileiro, quiçá mundial…

Hoje é um dia, no mínimo, estranho.
Um dia em que os amantes do futebol como eu estão consternados.
Perplexos.
Incrédulos.

O acidente que vitimou a equipe da Chapecoense explode como um soco na boca do estômago da gente por muitos motivos.

Primeiro porque penso que nos doze maiores times do Brasil não deva haver nenhum sequer que tenha algum ranço da Chape.
Depois que todo mundo, inclusive os envolvidos na final da Copa do Brasil, estariam com bons pensamentos voltados para essa final da Sulamericana, torcendo pelo sucesso dos catarinenses.

Hoje quaisquer resenhas dos Maiores de Minas não fizeram mínima citação aos nossos assuntos.
Tudo foi pela Chape hoje… e será assim por uns dias, até que as coisas mais ou menos se ajeitem.

A sensação que transmite é que de que perdemos um grande amigo.
Alguém que saiu para uma viagem e bateu um carro, por exemplo.

Vi e ouvi um monte de coisas durante o dia e ainda não consegui sintetizar tudo.
Mas meu amigo cruzeirense Fabricio Schinniger foi felicíssimo:
– A gente vê coisas assim acontecendo de vez em quando, mas no nosso bairro é a primeira vez…

Me pus a pensar, Fabricio, se por acaso isso acontecesse na minha rua, com o nosso Cruzeiro.
E desfiz o pensamento no mesmo segundo, pois não sei o que eu faria.
Como pensar num time para a frente?
Como qual brio?
Em quanto tempo?
Com qual dor no coração?

Sim, Serjão.
Com um avião a gente cai junto. Caídos estamos…
Verdade, Cássio.
Hoje somos egoístas por pensarmos que, por respirarmos futebol, que a nossa dor dói mais que a dor de um desentendido qualquer.

É isso.
Não deu para pensar noutra coisa nesse cinzento dia.
Não deu pra trabalhar direito pensando no amigo futebol que hoje chora lágrimas de esmeraldas.
É fato que as manifestações de apoio e solidariedade que foram vistas pelo mundo do futebol nessa data nos trazem a certeza de que não é só futebol.
Não são só 22 caras dando bicos numa esfera.
Hoje vi o Corinthians pintar seu escudo de verde, amigos…
Impensável em qualquer outra situação.
E que graça passou a ter o título do Palmeiras no domingo?
Hoje era dia de eu vir aqui falar das manifestações de protesto da torcida vascaína quando da sofrida volta à série A. Louvável e digna de ser replicada por algumas torcidas, inclusive a nossa.

Porém hoje nada disso faz sentido.
O simbólico título da Sulamericana 2016 à Chape vem banhado em lágrimas, em ausentes sorrisos.
Hoje as cores do futebol, todas, tem tons de verde.
E alguns tons de preto, enlutados.

Força, Chape!
Que cada lágrima consternada caída do rosto de um apaixonado do futebol nesse dia tão tenebroso se transforme num tijolo para sua reconstrução.
Todos estaremos daqui, em orações e correntes positivas por cada família dos envolvidos nessa tragédia.
Que a gente possa se ver em breve, numa Primeira Liga, num Brasileirão.
Eu orgulhoso, cantando pelo meu azul.
E feliz por ver você, chato como sempre, empurrando seu verde e branco para nos surpreender como outrora.

Dá-lhe Cruzeiro!
Força, Índio Guerreiro! Muita força, Chape!
E meus mais sinceros sentimentos, Grande Amigo Futebol!

(Dedico esse lamento aos meus companheiros de site Por Baixo Das Pernas, todo tão tristes quanto eu!)

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77

(Foto: Ivan Pacheco/Veja.com)

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